Política

Possível criação de praça de pedágio entre Cascavel e Toledo a R$ 10 por eixo gera polêmica: “Inaceitável”

Presidente do programa Oeste em Desenvolvimento criticou a proposta do governo federal

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com informações da rádio Jovem Pan Paraná

Durante o debate, sobre o novo modelo de pedágio, realizado na manhã desta sexta-feira (16), pelo programa Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, a proposta do aumento no número de praças de cobrança não agradou representantes da região oeste. De acordo com o governo federal, o novo modelo contará com 42 praças, ao invés das 27 atuais.

Uma das novas praças de pedágio mais questionada é a da BR-467, entre as cidades de Cascavel e Toledo, no oeste do estado. O trecho de 38 km já é duplicado e é a principal ligação entre duas ‘cidades irmãs’ que compartilham muitos negócios, que facilitam a distribuição na região.

De acordo com o presidente do programa Oeste em Desenvolvimento, Rainer Zielasko, a proposta, segundo técnicos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), é para dar equilíbrio ao lote 6 (o Paraná foi dividido em seis lotes para o leilão). Entretanto, a instalação causa revolta.

“Uma coisa realmente inaceitável. O máximo que a população aceitaria fazer parte deste pacote seria um pedágio de manutenção, algo parecido com Santa Catarina a R$ 1,75 ou R$ 2,25. Mas R$ 10 para o trecho entre Toledo e Cascavel é inadmissível”,

ressaltou Zielasko, ao comentar a possibilidade de um pedágio no valor de R$ 9,98.

O deputado federal Evandro Rogério Roman também participou do debate e se posicionou contra o pedágio entre Cascavel e Toledo

“Não haverá acordo em hipótese alguma, quer fazer uma tarifa de manutenção tudo bem, mas cobrar R$ 10 por eixo, não dá. Quem ganha com isso? Toledo Cascavel está pronta, qual o objetivo? Nada uniu tanto o oeste como a questão pedágio”,

destacou Roman.

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Valores do pedágio dificultam setor produtivo do oeste

Apesar da reivindicação atual sobre a instalação de novas praças de pedágio, o setor produtivo do oeste paranaense já reclama dos altos preços praticados no estado há bastante tempo. Segundo Zielasko, a região concentra muitas cooperativas agrícolas e de crédito, porém, por estar distante da capital, e devido aos altos valores cobrados nas rodovias, a competitividade fica difícil.

“Nós estamos longe do centro consumidor, estamos longe da capital, e precisamos tanto transportar nosso produto industrializado quanto receber nossos insumos. Aí você vê um modelo de pedágio que vem repetindo aquela história que já estamos acostumados”,

comentou Zielasko.

O representante da região oeste ainda reforçou que todos têm o anseio por rodovias pedagiadas, rodovias de qualidade, entretanto, que caiba no bolso de quem irá pagar e não tire dos produtores a competitividade. “Pedágio justo é o que desejamos”, finalizou.

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