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7 de outubro de 2019 - 00:00

Atualizado em 7 de outubro de 2019 - 00:00

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Jornal da Manhã

Ministro do Turismo sobre candidaturas laranjas: quem não deve não teme

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio (PSL), afirmou nesta segunda-feira (7), que não pretende se afastar do cargo após ser denunciado pela Procuradoria Eleitoral de Minas Gerais. “Quem não deve não teme”, afirmou Álvaro Antonio em entrevista à Rádio Itatiaia.

Ministro do Turismo será investigado por caixa 2

O ministro do Turismo foi denunciado pelo uso de candidaturas laranjas em 2018 e agora deve ser investigado por caixa 2.

“Por que me afastaria, se tenho a consciência tranquila? Não vejo problema nenhum, caso abra essa segunda investigação para caixa 2. Sempre zelei por observar as regras da lei eleitoral. Portanto, estou absolutamente tranquilo em relação a esses fatos”.

Álvaro Antônio articulou lançamento de candidaturas laranjas

Álvaro Antônio foi denunciado na sexta-feira (4) pela Procuradoria e também foi indiciado pela Polícia Federal no inquérito da Operação Sufrágio Ostentação por falsidade ideológica, associação criminosa e apropriação indébita.

De acordo com as investigações, o ministro do Turismo, então candidato a deputado federal, articulou um esquema de lançamento de candidaturas femininas sem a intenção de elegê-las, apenas para acessar recursos do fundo eleitoral.

Ainda na sexta-feira, o promotor de Justiça Fernando Abreu, autor da denúncia, admitiu a possibilidade de novas investigações em relação ao esquema, sem detalhar quais seriam. Na edição desta segunda-feira, o jornal Folha de S. Paulo afirma que a Polícia Federal sugeriu uma apuração sobre possível caixa 2 envolvendo o ministro do Turismo.

Teoria do domínio do fato

Na entrevista, Álvaro Antonio afirmou que, “se houve algum delito” na campanha, “não passou pela executiva estadual” – ele era presidente do PSL em Minas Gerais.

“Não passou pela executiva estadual. Portanto, na minha opinião, deve-se identificar. Se houve algum delito por qualquer um por parte do partido, que se identifique e puna-se individualmente”.

Álvaro Antonio afirmou que respeita o trabalho da PF, do MP e da Justiça, mas reclamou de ter sido denunciado, segundo ele, com base na chamada teoria do domínio do fato. “É uma teoria muito cruel. É como se o office-boy aqui da Rádio Itatiaia, que é uma função nobre, cometesse qualquer delito na rua e o presidente da rádio fosse responsabilizado por isso”. A reportagem entrou em contato com o PSL nacional, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

O assunto foi pauta do RIC Mais Notícias de hoje, assista abaixo!

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