Marcelo Campelo
Justiça

Por Marcelo Campelo

Política
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Fraudes Digitais e o Pix – Fui enganado, o que faço?

As tecnologias vem para ajudar, mas devemos ter cuidado,  pois sempre tem alguém pensando em utilizar para nos enganar.

Fraudes Digitais e o Pix – Fui enganado, o que faço?

18 de janeiro de 2021 - 19:24 - Atualizado em 18 de janeiro de 2021 - 19:24

Em um mundo digitalizado, redes sociais, aplicativos de mensagens, transporte pelo celular, comida com tempo cronometrado de entrega, banco online, pix, hackers, invasão, tribunal sem site. Este se tornou o nosso mundo, ninguém, absolutamente nenhuma pessoa consegue viver sem estar conectado. Quem conseguir me avise, pois na minha profissão, e nos dias atuais, parece, inexistir dias sem computador ou celular.

Mas, infelizmente, com todos mecanismos de segurança e sistemas de controle ainda se consegue enganar para faturar sobre pessoas inocentes. Alguns dias atrás, eu que não pensava que já existia situações como a que vou relatar, , uma pessoa me procurou para ajudá-la a recuperar seu dinheiro que tinha sido apropriado ilegalmente, através de uma fraude eletrônica.

Basicamente acontece assim. Como muito brasileiro, esta pessoa se encontrava em uma situação financeira bem difícil, precisava rapidamente de um empréstimo para cobrir despesas urgentes, dentre elas, a pensão alimentícia, que poderia a levar para a cadeia. 

Para encontrar uma solução, pois os Banco já não emprestavam mais. Então, começou a procurar na internet por empréstimo. Após várias páginas consultadas, resolveu enviar “whats” e acabou fechando um empréstimo. A única coisa é que teria que pagar uma taxa de cadastro de R$ 500,00 para iniciar. O atendente já tinha recebido seu nome e cpf , e lhe garantiu que após o pagamento, em questão de duas horas o dinheiro estaria em sua conta. 

Óbvio que pagou o pix. Passada uma hora o atendente entrou em contato e pediu mais R$ 800,00 sob a justificativa de que a Receita Federal teria encontrado restrição que se resolveria com o valor. Meu cliente argumentou que não tinha, rapidamente o atendente disse que não tinha como continuar e seu sistema não visualizava o problema na Receita. O pobre pediu dinheiro a sua avó  que contraiu um empréstimo consignado pré-aprovado em sua conta. Pago o pix, está há dois dias esperando o depósito do valor. 

A primeira lição, nunca acredite em milagres. Se você está com problemas financeiros, que envolvam restrição de crédito, dificilmente conseguirá um empréstimo que não seja uma renegociação ou com garantia de veículo, terreno ou aval, explico, uma pessoa garantindo. 

Segunda lição, sempre que pagar algo, confira muitas vezes, principalmente quando se tratarem de mecanismos super eficientes, como o pix,  cuja transferência de dinheiro é praticamente na hora, sem ter como estornar o valor. Uma vez transmitido não tem volta.  Podem me chamar de velho, mas sou muito resistente com este tipo de modernidade, claro que funciona, super rápido, seguro, mas nunca substituirá o olho no olho, que também falha, principalmente quando se fala de estelionatários.

Depois de ocorrido a solução não é rápida. será necessário procurar a Delegacia de Estelionato para investigar e buscar a autoria do crime. A vítima fará um Boletim de Ocorrência, será ouvida, os documentos coletados e o inquérito inicia. Muito provavelmente, a Autoridade Policial irá solicitar à companhia telefônica o dono do número e para o banco o caminho do dinheiro após a transferência.

Não raro, as investigações não levam ao nome de quem cometeu o crime. Os criminosos estão cada dia mais sofisticados e usam suas inteligências para descobrir as fragilidades dos novos meios tecnológicos. 

Veja, não estou recomendando que não se utilize o Pix nem tecnologias, digo, apenas para todos nós termos muito cuidado, um pequeno descuido custa caro.

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