Marc Sousa

Universidades estaduais se unem e escrevem carta aberta ao Governo pedindo mais recursos

Entre os principais pedidos encaminhados pelas Universidades estão investimento no custeio das universidades, aplicação total da Lei de Cargos e abertura de concursos públicos

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Marc Sousa / Colunista
Universidades estaduais se unem e escrevem carta aberta ao Governo pedindo mais recursos
Universidades estaduais se unem e escrevem carta aberta ao Governo pedindo mais recursos (Foto: Reprodução/UNIOESTE)

5 de julho de 2021 - 18:12 - Atualizado em 5 de julho de 2021 - 18:12

A Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp), divulgou uma carta aberta nesta segunda-feira (5), na qual reúne o pedido de sete universidades estaduais sobre a necessidade de mais recursos disponibilizados pelo Governo do Paraná para dar continuidade às pesquisas científicas que analisam a Covid-19.

Representando as Universidades estaduais: do Norte do Paraná  (UENP); de Londrina (UEL); de Maringá (UEM); de Ponta Grossa (UEPG); do Centro-Oeste (UNICENTRO) e do Oeste do Paraná (UNIOESTE), a Associação reconheceu que na área de extensão, as Universidades paranaenses atuaram efetivamente no combate à Covid em todo o estado, o que se deve, segundo ela, ao “trabalho dos professores e dos agentes universitários que, mesmo durante os momentos mais críticos da pandemia, cumpriram com zelo, responsabilidade e inventividade as funções de ensino, pesquisa e extensão”. 

“Contribuímos decisivamente na vacinação, na testagem, na produção de álcool gel e de EPIs.” 

afirmou a Associação.

Na carta aberta, a Apiesp também afirma que, apesar do momento dramático,  em nenhuma circunstância, as universidades se recusaram a colocar “todo o seu ativo, humano e material, a serviço das políticas públicas necessárias neste contexto de pandemia”. 

“Continuamos com todo interesse em contribuir com a sociedade, que é nossa maior força. O que seria do Paraná sem nossas instituições?”

Porém, mesmo reunindo esforços desde o início, hoje os atores fundamentais desse cenário precisam de recursos. De forma taxativa, a Associação comenta que ao longo da última década, devido a “grandes e contínuas perdas”, a capacidade, não apenas de contribuição para a recuperação social e econômica do Paraná, mas também da própria manutenção das atividades básicas, foi afetada. 

“É preciso um olhar de reconhecimento a tudo que, ao longo dos últimos 50 anos, o sistema estadual tem feito. Nesse sentido, solicitamos ao Governo do Estado medidas urgentes para salvar nossas IES, maior patrimônio do Paraná e que se confundem com a própria história do nosso desenvolvimento. Somos o segundo estado brasileiro com mais doutores, a maioria deles em cidades do interior”,

explicou a Apiesp.

Entre os pedidos encaminhados pelas Universidades estão:

  • Investimento no custeio das universidades, clínicas e HUs.
  • Contratação dos professores e técnicos concursados, que esperam há anos pela nomeação;
  • Abertura de concursos públicos para professores e agentes;
  • Suspensão do impedimento da aplicação das ascensões, progressões na carreira e contagem de tempo para a ascensão aos docentes e agentes universitários;
  • Aplicação total da Lei de Cargos – aprovada pela ALEP –, com a regularização de todos os itens previstos (GRAs e TIDEs Administrativos);
  • Excepcionalização da aplicação da DREM para as Universidades, considerando a natureza dos serviços prestados que objetivam apenas o atendimento às necessidades da comunidade acadêmica e externa, sem objetivo de lucro.

Diante de tantas tentativas significativas das Universidades Estaduais do Paraná de avançarem com o enfrentamento da pandemia, os questionamentos que ficam após a divulgação desta carta aberta são: e agora, Governo? Vai liberar mais recursos? As Universidades já deram o seu recado: o futuro das pesquisas dependem do seu posicionamento.

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