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Por Marc Sousa

Política
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Presidente da Rodonorte rebate polêmicas dizendo que empresa deixa legado ao PR

Tendo o vencimento do contrato cada vez mais próximo, empresa espera que os novos negócios que vêm pela frente sejam “mais estruturados, com um conceito mais definido”

Presidente da Rodonorte rebate polêmicas dizendo que empresa deixa legado ao PR
Apesar das polêmicas, presidente da CCR-Rodonorte diz que empresa deixa um legado (Foto: Reprodução)

31 de agosto de 2021 - 19:57 - Atualizado em 31 de agosto de 2021 - 21:30

A despeito de toda a polêmica do contrato da concessionária CCR Rodonorte com governo estadual, que está próximo de acabar, a presidente da empresa, a engenheira Thais Caroline Borges, afirmou que a concessionária deixa um legado ao estado do Paraná e que todas as obras previstas em contrato serão entregues.

A engenheira disse que a empresa tem a sensação de dever cumprido e ainda elenca as iniciativas entregues pela CCR em 23 anos de concessão:

  • distribuição de mais de 60 mil kits de segurança para caminhoneiros durante este período de pandemia
  • geração de mais de meio bilhão para os municípios paranaenses através de impostos
  • entrega da duplicação de mais de 200 km de rodovias

Mais de 30 partos… nasceram crianças em nossas ambulâncias!

ressaltou ainda a presidente, sobre o dever cumprido pela concessionária.

Com acordo de leniência firmado em 2018, no âmbito da operação Lava Jato, a concessionário tem protagonizado diversas polêmicas envolvendo corrupção e atraso de obras. Questionada sobre o assunto, Thais garantiu que “todas as obras que a Rodonorte precisa entregar até 27 de novembro estão de acordo com o contrato“.

A presidente até comentou que diante da CCR-Rodonorte ser uma das maiores empresas de infraestrutura do País, “não faria sentido não cumprir contrato”.

“O legado que deixa para o Paraná é uma mudança de patamar”,

afirma Thais

Saída com data marcada

A dúvida que fica é realmente como será o dia 27: levantar a cancela e vai embora? Thais diz que não, afirma que a preparação para o fim do contrato já está acontecendo desde agora, com a descaracterização dos automóveis que serão entregues e com a corrida para terminar as obras.

“Bens para a manutenção do estado, voltam para o estado”,

explicou a presidente da CCR-Rodonorte.

Em relação a um possível “contrato tampão”, para que o Paraná não precise ficar três meses com as cancelas abertas, até o leilão das rodovias, a engenheira não mostra muitas expectativas. Segundo ela, há outros leilões que a CCR Rodonorte está se dedicando para conquistar, como a que envolve a Nova Dutra, no eixo Rio de Janeiro – São Paulo, outro de Minas Gerais, além do recente concessão ganha que envolve 15 aeroportos.

Erros de contrato

Tendo o vencimento do contrato cada vez mais próximo, Thais espera que os novos negócios que vêm pela frente sejam “mais estruturados, com um conceito mais definido”. Isso porque, segundo a presidente, o contrato fechado com o Paraná na década de 1990 teve muitos erros que são criticados até hoje. Para ela, espera-se que haja mudanças, pois já há uma evolução do conceito de concessão.

“Confio que será um modelo mais bem aceito, nas audiências, a população participou das discussões”,

Thais diz que o futuro agora é cumprir o atual contrato e estudar novas concessões.

Confira na íntegra a entrevista da presidente da Rodonorte, dada ao quadro Momento Empresarial, da Jovem Pan Ponta Grossa (FM 103,5). A entrevista vai ao ar nesta quarta-feira (1º), às 08h.