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Por Marc Sousa

Política
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Nenhum dos investigados por “rachadinha” se reelegeu em Curitiba

Os cinco vereadores da capital que foram investigados por ficarem com parte dos salários dos assessores não conseguiram bons resultados nas urnas

Nenhum dos investigados por “rachadinha” se reelegeu em Curitiba
Divulgação Câmara Municipal de Curitiba

26 de novembro de 2020 - 15:04 - Atualizado em 26 de novembro de 2020 - 15:04

Dizem que o brasileiro tem memória curta e na hora de votar não se lembra das malandragens e falcatruas que os políticos cometem quando estão no poder, mas em Curitiba não foi assim. Todos os vereadores que passaram por investigações de suspeitas de “rachadinha”, quando o parlamentar fica com parte dos salários dos assessores, foram punidos pelos eleitores. Nenhum deles conseguiu se reeleger.

O caso da vereadora Fabiane Rosa (sem partido) é o mais emblemático. Ela chegou a ser presa acusada de praticar “rachadinha”. Conseguiu sair da cadeia três semanas depois e chegou a participar de sessões da Câmara de Curitiba usando uma tornozeleira eletrônica. Diante da repercussão do caso, seus colegas de partido, o PSD, a expulsaram. Sem legenda, a protetora de animais não conseguiu nem se candidatar.

Katia Dittrich (Solidariedade) também passou passou pelas mesmas acusações. Em 2017, seis assessores denunciaram que ela exigia parte de seus salários para continuarem empregados. Foi condenada a cinco anos e seis meses de prisão e também chegou a ser punida, de forma bem mais branda. Teve teve suspenso o direito de uso da palavra em sessão plenária por 30 dias. Já os eleitores a castigaram não a reelegendo. Kátia que fez 4.068 votos em 2016, agora conquistou apenas 1.408.

Thiago Ferro (PSC), também foi denunciado por “rachadinha” à Mesa Executiva do Legislativo Municipal e ao Ministério Público do Paraná (MP-PR). A denúncia foi arquivada tanto na Câmara Municipal quanto no MP-PR, mas o estrago na credibilidade perante os eleitores parece ter sido grande. O pastor que fez 6.298 em 2016, em 2020 contou com apenas 2.844 e não conseguiu um novo mandato.

Rogério Campos (PSD) também teve representação no MP-PR por causa de suposta prática de “rachadinha”. Segundo relatos de ex-assessores, eles eram obrigados a devolver entre R$ 1,5 mil a R$ 1,8 mil. O caso acabou arquivado. Campos tinha feito 5.748 votos em 2016, e agora reduziu o eleitorado para 3.142 e não conseguiu continuar na cadeira de vereador.

Geovane Fernandes (Patriota) também foi denunciando por um ex-funcionário pelo mesmo motivo. Na época, o ex-assessor disse que devolveu parte do salário ao parlamentar durante três meses. Em 2016 ele fez 5.434 votos, agora 3.585, o que não lhe deu a reeleição.

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