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Por Marc Sousa

Política
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Empresários lotam ônibus em frente a prefeitura e gritam: “Ir ao Restaurante é mais seguro que andar de ônibus”

Comerciantes criticam atitude da prefeitura de restringir horário de funcionamento do setor enquanto ônibus do transporte coletivo circulam lotados

Empresários lotam ônibus em frente a prefeitura e gritam: “Ir ao Restaurante é mais seguro que andar de ônibus”

17 de setembro de 2020 - 15:57 - Atualizado em 17 de setembro de 2020 - 17:38

Em um protesto diferente, donos de bares, restaurantes, lanchonetes e casas noturnas lotaram um ônibus e circularam em torno da prefeitura de Curitiba. A ideia deles é marcar os seis meses de pandemia e denunciar o que classificam de perseguição contra o setor. Com faixas como: “Ir ao Restaurante é mais seguro que andar de ônibus”; “Não marginalizem quem quer trabalhar, pagar impostos e gerar empregos” e “Ônibus lotado pode”, eles criticam o sistema de transporte coletivo da capital paranaense, que mesmo recebendo recursos públicos extras durante a crise da Covid-19, mantem coletivos lotados em circulação. Enquanto isso, o comércio enfrentam restrições de funcionamento.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas do Paraná (Abrabar), Fabio Aguayo, cobra um planejamento do retorno da liberação de música ao vivo e a extensão do horário de funcionamento dos bares e restaurantes, “Não podemos pagar essa conta sozinhos”, reclama.

Além da Abrabar, outras entidades também participam da manifestação como a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PR); Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba (SindiAbrabar); Sindicato das Empresas Promotoras de Eventos do Paraná (SindiProm) e a Federação das Empresas de Hospedagem, Gastronomia, Entretenimento e Similares do Paraná (Feturismo).

Interior

A Abrabar também está pressionando a prefeitura de Londrina. Representantes da categoria se reuniram com o Secretário Municipal de Saúde, Felippe Machado, em busca de um flexibilização das medidas restritivas que proibiram a abertura dos bares por 14 dias na cidade. Aguayo foi até o norte do Paraná e quis saber os motivos técnicos que obrigaram fechar os bares na cidade. “É uma discriminação. Não é possível um setor como o nosso, ser tratado dessa maneira”, declarou. 

Donos de bares e restaurantes já fizeram dois protestos em Londrina e a Abrabar já entrou na Justiça para que seja suspenso o decreto da prefeitura que restringe o comércio.