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Por Marc Sousa

Política
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Em busca de contribuição, sindicalistas impedem trabalhadores de entrar em multinacionais

Vídeos mostram trabalhadores que são agredidos ao tentar entrar para trabalhar. Uma das multinacionais informou aos funcionários que sindicalistas querem forçar uma contribuição a entidade

Em busca de contribuição, sindicalistas impedem trabalhadores de entrar em multinacionais
Caminhão de sindicalistas na porta da Oregon Tool na Cidade Industrial de Curitiba

10 de setembro de 2021 - 14:23 - Atualizado em 10 de setembro de 2021 - 14:40

Há vários dias a cena se repete na unidade curitibana Oregon Tool, multinacional que produz peças de equipamentos de corte, como motosserras. Na porta da empresa um caminhão de som ligado ao Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba barra a entrada dos trabalhadores, e mesmo quem quer trabalhar é impedido de acessar o local. “Acordei 5:20 pra trabalhar, estão agora aqui barrando nossa entrada”, relata um funcionário, que pede para não ter o nome divulgado por medo de represálias. A confusão é grande, frequentemente a polícia é chamada para intervir. Vídeos nas redes sociais mostram sindicalistas atacando um segurança contratado por uma das multinacionais.

Segundo o site do sindicato, o mesmo tipo de protesto ocorre em duas outras empresas: Indumec e Trützchler. Nas três fábricas houve a opção de não fechar a convenção coletiva de trabalho com o sindicato e negociar diretamente com os trabalhadores. Sem participação no acordo, o sindicato fica sem contribuição, isso parece ter incomodado a entidade que diz representar a categoria. Em um comunicado interno que a Oregon Tool enviou aos colaboradores, a empresa relata que tentou negociar, mas “infelizmente não houve aceitação por parte do sindicato, o qual pretende participar do PPR mediante suas condições já expostas na empresa, além da utilização do sistema Vota SMC e cobrança de 1 dia de salário de todos os funcionários (nova condição).” A multinacional termina lamentando que “mesmo após a empresa oferecer condições não exigidas pela lei, as mesmas não tenham sido aceitas.”

Um dos funcionários barrados na porta ouvidos pela coluna desabafa: “Querem nos impor negociar com eles, sendo que nós escolhemos conversar direto com a empresa. Eles querem 13 por cento do nosso salário de novembro e 12 por cento da nossa participação nos lucros”, diz.

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