Política

Greca recebe convite oficial de filiação no Progressistas após anúncio de fusão entre DEM e PSL

O novo partido contaria com 11 assentos na Assembleia Legislativa do Paraná, e 8 na Câmara Municipal de Curitiba, o que garantiria o título de maior partido da capital

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com reportagem de Camila Andrade
Greca recebe convite oficial de filiação no Progressistas após anúncio de fusão entre DEM e PSL
(Foto: Daniel Castellano/ SMCS)

20 de setembro de 2021 - 19:40 - Atualizado em 20 de setembro de 2021 - 20:02

Após cerca de dois meses de negociações, dirigentes dizem que a fusão de DEM e PSL está bem costurada. A 2ª maior bancada da Câmara e com fartos recursos dos fundos Partidário e Eleitoral do PSL, somada à capilaridade e o currículo de políticos experientes do DEM, darão protagonismo à nova sigla nas eleições de 2022. As duas legendas abrigam três pré-candidatos: o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o apresentador, Datena (PSL).

No entanto, ainda há divergências quanto a fusão nos diretórios estaduais de ambos os partidos. Nesta terça-feira (21), as cúpulas partidárias vão se reunir para dar início a negociações e articulações internas em busca de um acordo. Uma pesquisa deve apontar o nome e marca da nova legenda. O mais provável é que se mantenha o número 25 na urna já que o 17 ficou muito associado ao presidente Jair Bolsonaro.

Grupo RIC entrou em contato com o Presidente do Diretório Regional do Democratas no Paraná, Pedro Lupion, que informou que só vai se pronunciar após a confirmação da fusão. Já Fernando Francischini, presidente do PSL/PR, e nome mais cotado para a administração da nova legenda no Estado, adiantou que já estão trabalhando para um consenso estadual.

“As comissões executivas nacionais do PSL e do Democratas estão em fase final de ajustes de uma possível fusão entre os partidos. Aqui no Paraná eu vejo com bons olhos. Inclusive já entramos em composição: eu, o deputado Lupion [Pedro Lupion, DEM] e o deputado Felipe Francischini, que tem mando político, pra fazer um consenso das comissões provisórias municipais, inclusive também a nova executiva estadual do partido”,

explicou Francischini.

Greca, onde fica?

A fusão, no entanto, também deve provocar algumas baixas nos partidos, como é o caso do prefeito de Curitiba, Rafael Greca, do DEM. Greca já estaria até procurando uma nova sigla para ele e aliados.

Um dos partidos interessados na filiação de Greca é o Progressistas. A presidente do partido no Paraná, Maria Victória oficializou o convite em uma ligação ao prefeito curitibano.

“Com muita alegria ele recebeu o convite, ficou muito agradecido e vai avaliar suas possibilidades. Acredito que em breve teremos um retorno”,

contou ela.

Ainda não há confirmação de que os cinco vereadores da Câmara Municipal de Curitiba irão acompanhar o prefeito, já que a mudança abre caminho para os parlamentares se acomodarem em outras legendas, sem a ameaça de perder o mandato.

O novo partido contaria com 11 assentos na Assembleia Legislativa do Paraná, e 8 na Câmara Municipal de Curitiba, o que garantiria o título de maior partido da capital. Flávia Francischini deve ficar com a presidência municipal.

“Com certeza será um dos maiores partidos nacionais, mas também aqui no Estado do Paraná, onde nós teremos o maior número de deputados estaduais e federais, só perdemos em número de prefeitos e vereadores para o PSD, o partido do governador Ratinho Junior, então com certeza nasce provavelmente um grande partido”,

finalizou Fernando Francischini.

A estimativa é que a fusão seja homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até outubro. O prazo limite para poder disputar as eleições de 2022 seria abril.