Política

Deputados paranaenses têm atuação de destaque na comissão do voto impresso

Marcada por confusões, a sessão durou mais de quatro horas e a pauta foi mantida na Câmara devido ao voto de desempate do relator Filipe Barros (PSL)

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais
Deputados paranaenses têm atuação de destaque na comissão do voto impresso
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

6 de julho de 2021 - 09:40 - Atualizado em 6 de julho de 2021 - 09:47

Os deputados federais paranaenses Paulo Martins (PSC) e Filipe Barros (PSL) tiveram um papel de destaque durante a reunião da Comissão Especial que analisa a proposta de voto impresso na segunda-feira (5). Respectivamente, presidente e relator da comissão, os dois atuaram a favor da manutenção da discussão da PEC 135/2019 na Câmara. 

O propósito inicial da reunião era votar o relatório final do texto, apresentado por Filipe Barros, mas o deputado Hildo Rocha (MDB) apresentou um requerimento para retirar a matéria de pauta. 

Marcada por confusões, a sessão durou mais de quatro horas, com direito a substituição de deputados favoráveis a proposta por seus partidos que já haviam se manifestado contra. Por fim, a votação da retirada ou não deu empate, 15 a 15. Foi a posição do relator paranaense que acabou usada como critério de desempate. Barros defendeu a continuidade da análise e uma nova reunião está prevista para a próxima quinta-feira (8). 

Apoiaram a retirada de pauta PT, PSD, PSDB, MDB, PDT, PSOL, PCdoB e PV. O PSB se manteve dividido. DEM, PSL, PP, PSC Cidadania, Republicanos, PTB, Podemos, Patriota e Novo se posicionaram contra a retirada de pauta. 

No parecer apresentado à comissão, o relator defende a criação de um Conselho de Tecnologia Eleitoral, vinculado ao Congresso, que poderá acompanhar e avaliar o processo de desenvolvimento de tecnologias na área eleitoral.  

Barros ressaltou ainda que a ideia não é acabar com a urna eletrônica. Pela proposta, o voto impresso seria uma segunda via de auditoria, independente do software da urna eletrônica, na qual as cédulas caem no repositório sem qualquer contato com o eleitor.

O relator prevê, ainda, a implementação gradual dessa tecnologia. Conforme o texto, haverá um limite mínimo de 20% das seções eleitorais nas eleições de 2022 e sua conclusão em 100% será realizada até as eleições 2030. Segundo Barros, atualmente, 55% das urnas eletrônicas são adaptáveis a impressoras, o que diminuiria o custo previsto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

A PEC do voto impresso foi apresentada pela deputada Bia Kicis (PSL-DF) e é defendida por parlamentares bolsonaristas. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) costuma repetir sem comprovações que as eleições de 2018 foram fraudadas devido o uso de urnas eletrônicas. Segundo suas afirmações infundadas, ele só foi eleito “porque teve muitos votos”. O temor da oposição do atual mandatário é que ele venha a causar tumulto e estimular ataques às instituições democráticas caso perca a eleição em 2022, assim como fez o derrotado Donald Trump, nos EUA.

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.