Política

Bolsonaro critica foco em vacinas e reclama do aumento do gás em evento na Itaipu

O presidente esteve  em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, para participar da entrega da ampliação da pista do Aeroporto Internacional e da posse do general João Francisco Ferreira

Reuters
Reuters
Bolsonaro critica foco em vacinas e reclama do aumento do gás em evento na Itaipu
Foto: Geraldo Bubniak/AEN

7 de abril de 2021 - 16:17 - Atualizado em 7 de abril de 2021 - 17:28

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que a pandemia está sendo usada politicamente “para derrubar o presidente”, não para derrotar o vírus, e criticou o foco na busca de uma vacina enquanto visitava Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

“Estamos passando ainda por uma pandemia que, em parte, é usada politicamente não para derrotar o vírus, mas para derrubar o presidente”, disse Bolsonaro, durante a posse do novo diretor-geral da Itaipu Binacional, general João Francisco Ferreira.

Bolsonaro reclamou de ser criticado por defender que médicos possam prescrever medicamentos sem eficiência comprovada contra a covid-19 e criticou a ênfase da indústria farmacêutica na busca por vacinas.

“Tenho certeza que brevemente será apresentado ao mundo um remédio para cura da covid. Porque a gente fica assustado, tanta eficiência, tanto foco na vacina, de 10 a 20 dólares a unidade”, disse. “Queremos a vacina? Em passando pela Anvisa, sim. Mas também buscar o remédio para cura e não demonizar medicamentos que o médico receite no final da linha.”

Preço do gás

Durante o evento, o governando do país também criticou o aumento de 39% no preço do gás anunciado pela Petrobras nesta semana e apesar de dizer que não irá interferir na estatal, afirmou que a política de preços da empresa pode mudar.

“É uma empresa (Petrobras) que, mais do que transparência, tem que ter previsibilidade. É inadmissível se anunciar agora, o velho presidente (da Petrobras) ainda, o reajuste de 39% no gás. É inadmissível! Que contratos são esses? Que acordos foram esses? Foram feitos pensando no Brasil?”, disse o presidente.

Recentemente, Bolsonaro decidiu retirar Roberto Castello Branco do cargo de presidente-executivo da Petrobras em meio a divergências sobre a política de preços de combustíveis adotadas pela estatal, e colocar em seu lugar o general da reserva Joaquim Silva a Luna, que ocupava a diretoria-geral brasileira de Itaipu. A decisão gerou forte reação do mercado financeiro, com expressiva queda das ações da Petrobras na B3.

No discurso desta quarta em Foz do Iguaçu, Bolsonaro disse ainda que precisou retirar do Congresso o projeto de lei que alterava a forma de cobrança do ICMS sobre os combustíveis pelos Estados, uma de suas apostas para buscar reduzir o preço dos combustíveis, que enfrenta resistência dos governadores, mas que reenviará novamente a proposta em 15 dias.

Segundo o presidente, é preciso previsibilidade para a política de preços da Petrobras e a população não pode viver com a “sanha arrecadatória” do governo federal e dos governos estaduais.

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.