Política

CPI da Covid: Bolsonaro diz que Pazuello “acertou em tudo, está tudo esclarecido”

Brasil recebeu contato da Pfizer em agosto do ano passado e só fechou contrato neste ano

Reuters
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CPI da Covid: Bolsonaro diz que Pazuello “acertou em tudo, está tudo esclarecido”
Bolsonaro e Pazuello participam de cerimônia no Palácio do Planalto

14 de maio de 2021 - 06:50 - Atualizado em 14 de maio de 2021 - 06:57

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro atacou nesta quinta-feira (13) em sua transmissão semanal ao vivo pelas redes sociais os trabalhos da CPI da Covid do Senado e disse que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, um dos principais alvos da comissão de inquérito, “acertou em tudo” no enfrentamento à pandemia de Covid-19.

Na transmissão, Bolsonaro chamou a CPI de “palanque” e disse que o depoimento do ex-presidente da Pfizer do Brasil Carlos Murillo acabou com a narrativa de que era possível começar a vacinação com imunizante ainda no ano passado.

Na verdade, o executivo confirmou na CPI que a Pfizer tentou oferecer ao Brasil desde agosto do ano passado contrato para fornecimento de imunizantes ao país já em dezembro de 2020, mas que a oferta ficou sem resposta por cerca de dois meses.

Bolsonaro tem alegado que haveria entraves a serem superados, como aval da Anvisa e impasse burocráticos e legais, que impediram a compra da vacina da Pfizer. No entanto, outros imunizantes foram negociados pelo governo este ano mesmo sem aprovação da Anvisa.

“Acabou a narrativa, não podíamos vacinar ano passado, era um contrato que tinha muita incerteza jurídica, além da incerteza sanitária, isso aí começou com o Pazuello e praticamente acabou com ele (a aquisição da vacina)”, disse.

“Fizemos a coisa certa, Pazuello acertou em tudo o que fez ano passado, está tudo esclarecido”, acrescentou.

Apesar da fala do presidente, o Brasil só teve acesso a vacinas do laboratório recentemente, tendo fechado acordo somente em março.

Os comentários do presidente sobre Pazuello e os trabalhos da CPI ocorrem no dia em que a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o direito de o ex-ministro permanecer em silêncio e não ser preso no depoimento que vai prestar à comissão na próxima quarta-feira, dia 19.

Em agenda pela manhã em Alagoas, Estado do relator da CPI, Renan Calheiros (MDB), Bolsonaro chamou o senador de “vagabundo”, mesmo xingamento usado na véspera pelo filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), durante depoimento do ex-secretário da Presidência Fábio Wajngarten.

Na live, Bolsonaro disse que Renan precisa fazer as pazes com o eleitor de Alagoas porque está “meio queimado lá”. Ele afirmou ainda que a CPI está ajudando politicamente o governo.

Por Ricardo Brito

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