Política

Back to the Brexist

A saída dos britânicos da União Europeia foi uma estratégia arriscada, mas que pode dar certo.

Régis
Régis Rothfilber
Back to the Brexist

6 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 9 de junho de 2020 - 15:36

É um pouco incomum para nós brasileiros entendermos porque os britânicos querem sair da União Europeia se o Reino Unido da Gran-Bretânia é o centro financeiro da Europa, existe estabilidade política e econômica com soberania nacional democrática e cultural. E talvez você se questione porque os britânicos não pressionam por uma lei o parlamento europeu a não serem tão invasivos em regras de qualidade em produtos, atrapalhando os empresários britânicos a operarem segundo as normas de qualidade do bloco o que atrapalha muito setores internos da economia.

Mas a questão é muito maior que isso. A União Européia não tem interesse em criar exceções para o consumo interno da Gran Bretânia para privilegiar as empresas do bloco continental. Existe uma pressão para que as normas regulatórias intervenham no governo britânico visando atender os interesses políticos e econômicos do bloco prejudicando a democracia no Reino Unido deixando-os a mercê do bloco.

Se fosse só a parte econômica e sua alta multa de 32 bilhões de Euros para a saída do bloco ainda poderiam chegar a um acordo, mas o que realmente está em jogo é a soberania britânica, as questões alfandegárias, a paz entre as Irlandas e a deportação de centenas de imigrantes que possuem famílias criadas em território britânico. Sendo dessa forma vamos utilizar o filme Back to the future como exemplo.

Antes da entrada do Reino Unido da Gran Britânia em 1974, o reino passava por uma recessão, com altas taxas de desemprego e existia uma situação muito frágil. Visando ajudar a melhorar a situação interna, resolveram entram na pouco tempo criada União Européia de forma gradual e preservando suas instituições e sua soberania, aí com os anos tudo foi mudando para melhor e o país de um boom econômico se tornando a capital financeira da Europa.

Tudo estava indo bem, ainda mais que na década de 90, a paz foi estabelecida entre Irlanda e Reino Unido depois de anos de conflitos militares. Claro que os britânicos ao longo da história tendo divergências com o continente nunca aprovou totalmente o acordo. E quando parecia bem, o Bloco ficou ganancioso e se meteu com suas regulamentações e no parlamento britânico pressionando através do parlamento Europeu. Só que foi um tiro no pé.

Se por séculos houveram conflitos bélicos e uma questão de divergência cultural com a Europa Continental, porque seria diferente agora? Ressurgi o Brexit. Pronto a confusão foi formada. O país se dividiu, subiram e caíram dois primeiros ministros e a bomba de arranjar uma solução com o menor impacto possível caiu no colo do novo primeiro ministro britânico Boris Johnson.

Em meio a um impasse entre proteger os britânicos e ao mesmo tempo não criar um gigantesco problema, econômico, alfandegário e diplomático, o primeiro ministro apelou para a rainha Elizabeth II para fechar temporariamente o parlamento em uma estratégia de pressionar os fervorosos congressistas de situação e oposição a votar pelo Brexist em um acordo consensual já que há mais de ano ninguém se entende. Manobra arriscada, mas que pode dar certo mesmo que a esquerda britânica esteja tentando difundir uma falsa narrativa de golpe a democracia e uma possível nova eleição no parlamento. Será que o primeiro Ministro Boris Johnson vai ter que voltar no tempo para consertar os problemas sem criar uma situação caótica ao país e ao povo? Isso eu deixo para vocês refletirem.

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