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Policial do Gaeco tem prisão em flagrante convertida para preventiva em audiência de custódia

O capitão da Polícia Militar do Paraná foi preso, no último sábado (28), quando recebia R$ 20 mil no estacionamento de um shopping de Curitiba

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Caroline Berticelli / Editora
Policial do Gaeco tem prisão em flagrante convertida para preventiva em audiência de custódia
Elias Wanderlei Marinho trabalhava no Gaeco há mais de dez anos. (Foto: Luciano Chinasso/RIC Record TV)

30 de dezembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:59

O policial do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) preso, no último sábado (28), por suspeita de corrupção teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva durante a audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (30) no Fórum Criminal do Ahú, em Curitiba. 

Elias Wanderlei Marinho era capitão da Polícia Militar do Paraná, estava lotado no Gaeco há mais de dez anos e, atualmente, trabalhava como chefe do setor de investigação do núcleo de Foz do Iguaçu. 

Policial do Gaeco é preso após denúncia 

Marinho foi preso no estacionamento de um shopping da capital da paranense no momento em que recebia R$ 20 mil em dinheiro da vítima. Conforme as investigações, ele teria procurado um empresário que presta serviços para a Prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e exigido R$ 100 mil para não dar continuidade a uma investigação que supostamente estaria correndo contra a empresa do homem.

De acordo com Leonir Batisti, coordenador do Gaeco, nunca existiu nenhuma investigação contra o empresário e o caso foi descoberto pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR). “O setor de inteligência da secretaria ouviu falar que tinha havido alguém que se apresentou em nome do Gaeco, dizendo que atuava no Gaeco, e que no Gaeco havia uma investigação e, então, o policial teria falado ‘eu posso ajudar”, explicou. 

Assim que soube do caso, agentes do Gaeco entraram em contato com o empresário que concordou em colaborar para que o policial fosse pego em flagrante. Por isso, ele marcou um encontro onde deveria pagar uma parcela do valor solicitado por Marinho. Todas as notas entregues estavam marcadas para que não houvessem dúvidas sobre a extorsão

Em depoimento, após a prisão em flagrante, o policial preferiu manter o silêncio

Ainda conforme Batisti, Marinho já foi desligado de suas funções e deverá responder por extorsão ou corrupção passiva. Além disso, será aberto um processo administrativo na Polícia Militar que poderá acarretar na perda de seu cargo na corporação. 

“Seguramente, o processo vai existir porque as evidências são copiosas contra ele”, disse ainda o coordenador. 

Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) é formado por policiais civis, militares, delegados de polícia, agentes do Ministério Público e, em algumas ocasiões, até por policiais rodoviários estaduais e federais. O grupo reúne os melhores integrantes de cada corporação para organizar ações integradas de combate ao crime organizado em todo o território nacional. 

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