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Polícia Militar pede desculpas por morte de torcedor do Coritiba

Redação RIC Mais
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20 de fevereiro de 2017 - 00:00 - Atualizado em 20 de fevereiro de 2017 - 00:00

Foto: Arquivo Pessoal/Família

Adolescente foi socorrido pelos próprios policiais ao Hospital Cajuru, mas morreu cerca de uma hora depois, durante uma cirurgia

A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) pediu desculpas nesta segunda-feira (20) pela morte de um torcedor do Coritiba na tarde do último domingo (19). “Uma grande tragédia que assola não só a família do adolescente, mas também a toda a corporação da PM do Paraná”, disse o tenente-coronel Wagner Lúcio dos Santos, comandante do 12º Batalhão.

O adolescente Leonardo Henrique Brandão, de 17 anos, estava indo para a Arena da Baixada, onde aconteceria o Atletiba.  O grupo de torcedores do Coritiba era escolado pela Rotam (Ronda Ostensivas Táticas Móveis). A versão da polícia é que a submetralhadora de um sargento da equipe disparou acidentalmente.

“Primeiramente, quero pedir desculpas a toda a sociedade pelo ocorrido. É uma tragédia que assola também a Polícia Militar. O sargento tem mais de 20 anos de serviço e está muito abalado. Ele tem um histórico limpo na corporação e se consultou com uma psicóloga logo após a tragédia”, afirmou o coronel.

Ainda de acordo com o comandante do 12.º BPM, o acidente aconteceu quando o sargento entrou na viatura. “Quando ele foi colocar a bandoleira (alça) de uma submetralhadora 0.40, o cano estava voltado para a janela e ele sentiu o recuo da arma, além da fumaça dentro da viatura. Ao olhar para o lado, visualizou o rapaz caído e percebeu o que havia acontecido.” O tiro disparado pelo sargento atingiu o peito de Leonardo. 

A versão apresentada pelo sargento, de acordo com o coronel, é a de que ele não apertou o gatilho. “É uma arma de doze anos de uso. Apenas uma perícia vai definir como aconteceu o disparo”, afirmou. Um inquérito foi instaurado e o autor do crime afastado por 15 dias. “Após seu retorno, caso ele esteja em condições, ele ficará restrito ao serviço administrativo”, explicou o coronel.

Ainda na noite de domingo, enquanto aguardava a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML), em Curitiba, o pai do torcedor morto lamentou a morte do filho e disse que ele era “estudante e trabalhador” e que completaria 18 anos em maio.

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