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Polícia do Haiti enfrenta atiradores que mataram presidente em meio a temor de caos

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Polícia do Haiti enfrenta atiradores que mataram presidente em meio a temor de caos
Carro funerário deixa área residencial onde presidente do Haiti foi assassinado em Porto Príncipe

8 de julho de 2021 - 09:00 - Atualizado em 8 de julho de 2021 - 09:01

Por Andre Paultre

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) – As forças de segurança do Haiti estavam envolvidas em uma troca de tiros feroz com os agressores que assassinaram o presidente Jovenel Moise em sua residência particular de madrugada na quarta-feira, mergulhando a nação empobrecida e já devastada pela violência ainda mais no caos.

A polícia matou quatro dos “mercenários” e capturou mais dois, disse o diretor-geral da corporação, Leon Charles, em comentários televisionados na noite de quarta-feira, acrescentando que as forças de segurança não descansarão até terem lidado com todos eles.

“Nós os bloqueamos no caminho quando eles deixavam a cena do crime”, disse. “Estamos combatendo-os desde então. Eles serão mortos ou presos.”

Moise, ex-empresário de 53 anos que tomou posse em 2017, foi morto a tiros, e sua esposa, Martine Moise, ficou gravemente ferida quando assassinos fortemente armados invadiram a casa do casal, situada nas colinas acima de Porto Príncipe, perto da 1h local.

O embaixador dos Estados Unidos no Haiti, Bocchit Edmond, disse à Reuters em uma entrevista que os atiradores se disfarçaram de membros da Agência de Repressão às Drogas norte-americana (DEA) ao entrarem na residência protegida de Moise na calada da noite –uma manobra que provavelmente os ajudou a ter acesso ao local.

O assassinato, que foi repudiado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, os EUA e países latino-americanos vizinhos, aconteceu em um momento de desordem política, um aumento da violência de gangues e uma crise humanitária cada vez maior na nação mais pobre das Américas.

O governo declarou um estado de emergência de duas semanas para ajudar a caçar os assassinos, que Edmond descreveu como um grupo de “mercenários estrangeiros” e matadores bem treinados.

Os atiradores falavam inglês e espanhol, disse o primeiro-ministro interino Claude Joseph, que assumiu a liderança do país. “Estou pedindo calma. A situação está sob controle”, disse ele na TV ao lado de Charles. “Este ato bárbaro não ficará impune.”

Muitas pessoas do Haiti queriam que Moise deixasse o cargo. Desde que tomou posse, ele enfrentava clamores de renúncia e protestos em massa, primeiro devido a alegações de corrupção e à maneira como manejava a economia e depois por seu controle crescente do poder.

(Reportagem adicional de Ezequiel Abiu Lopez em Santo Domingo; Mohammad Zargham, Susan Heavey, Mark Hosenball, Doina Chiacu, Humeyra Pamuk, Daphne Psaledakis e Patricia Zengerle em Washington; Kanishka Singh em Bengaluru e Stefanie Eschenbacher na Cidade do México)

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759)) REUTERS ES

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