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Polícia diz que caso sobre morte do PM Erick Norio na CIC está encerrado

Redação RIC Mais
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17 de dezembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 17 de dezembro de 2018 - 00:00

Erick Norio foi assassino durante uma abordagem policial na Vila Corbélia (Foto: Maurício Freire/RICTV Curitiba)

Assassinato do PM teve uma série de consequências na região da Vila Corbelia, na CIC

Antonio Francisco assumiu ter matado o policial militar Erick Norio, na Vila Corbelia, na CIC, em Curitiba. Na sexta-feira (14), ele entrou em uma das favelas para atender uma ocorrência de perturbação de sossego. Ao descer da viatura para verificar uma moto abandonada numa viela levou dois tiros – um no peito que o colete protegeu e, o fatal, no pescoço.

O assassinato teve uma série de consequências na região da Vila Corbelia, na CIC. A primeira, a ocupação da favela pela PM. A segunda, um incêndio criminoso que destruiu ao menos 100 barracos. E o assassinato de outras duas pessoas: Gabriel de Carvalho e Pablo Michel.

O homem apontado como assassino do PM foi identificado: Antônio Francisco, o “mais branco”. À época, ele chegou a se apresentar na polícia, mas não foi preso – somente dois dias depois.

O advogado de ‘mais branco’ alega que o cliente não matou o PM. A versão foi formalizada no Gaeco, que também investiga o que aconteceu na Vila Corbélia.

Antonio Francisco prestou dois depoimentos. No segundo, ele disse que foi surpreendido com a presença da PM no local. De acordo com Antonio, ele estava na viela e viu a luz da viatura, e atirou antes porque senão seria morto – ele também disse estar arrependido.

A prisão temporária contra ele vai até janeiro e a Polícia Civil dá o caso como encerrado.

“Foi a polícia”, diz pai de jovem morto na CIC durante ocupação da PM

O pai do jovem Pablo Silva Pereira da Hora, 22 anos, encontrado morto na Vila Corbelia, na CIC, em Curitiba, durante a ocupação da Polícia Militar após a morte do soldado Erick Norio, diz que foram policiais que mataram ele.

Jovem executado na CIC

Além da Pablo, o assassinato de Gabriel também teria ocorrido antes ou durante a ocupação da Polícia Militar e do incêndio que atingiu cerca de 300 moradias, na Vila 29 de Março, na CIC. A vítima foi encontrada morta no acampamento depois da saída da PM.

O jovem teria sido morto ao flagrar, com um celular, policiais militares ateando fogo nas moradias da CIC, na região sul da capital paranaense. Gabriel teria sido atingido com dois tiros na nuca – a causa ainda precisa ser esclarecida oficialmente pelo Instituto Médico Leal (IML).

Próximo ao local onde a vítima foi encontrada, um cartão de débito – que pertence a um policial militar do 23º Batalhão da Polícia Militar do serviço reservado – foi achado no local e deve ajudar na instigação do Gaeco.

Policiais foram identificados e afastados pela PM (Reprodução/RICTV)

Vídeo mostra PMs atirando na CIC

Um vídeo obtido com exclusividade pela equipe da RICTV | Record TV foi gravado no dia em que o policial militar Erick Norio foi assassinado. Nas imagens, homens com colete da Polícia Militar aparecem atirando dentro da Vila Corbelia. Eles saem de uma caminhonete e efetuam ao menos cinco disparos.

Os dois foram identificados e afastados pelo comando da PM. MP, Gaeco e o comando-geral da PMPR analisam o caso. Veja o vídeo!