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Polícia Civil prende três pessoas em operação de combate à pedofilia

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

15 de junho de 2016 - 00:00 - Atualizado em 15 de junho de 2016 - 00:00

No total, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva

Quatro pessoas foram presas em flagrante na manhã desta quarta-feira (15) durante a “Operação Paládio” deflagrada pela Polícia Civil através do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber). A ação policial, que aconteceu em Curitiba e Região Metropolitana, tem como objetivo combater a pedofilia pela internet. Um adolescente de 17 anos foi apreendido durante a ação.

Dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros Boqueirão, Cidade Industrial de Curitiba, Umbará, Campo do Santana, Santa Cândida, Bigorrilho, Santa Felicidade, São José dos Pinhais (RMC) e Fazenda Rio Grande (RMC), além de duas conduções coercitivas para prestar esclarecimentos.

De acordo com o delegado-titular do Nuciber, Demetrius Gonzaga, que conduziu a operação, as investigações começaram há um ano, através de denúncia de órgãos de proteção à criança, onde os menores eram alvo de abuso sexual na internet. “As imagens portadas e exibidas pelos suspeitos eram postadas tanto na internet comum quanto na deep web (local que usuários comuns não acessam), mesmo assim a equipe de investigação da delegacia as localizou ao aprofundar as investigações desta modalidade criminosa”, disse Gonzaga.

“As pessoas que cometem o crime de pedofilia pela internet tem a falsa impressão que estão sob o anonimato. O Nuciber tem todo a expertise e ferramentas para buscar estes criminosos. Esta operação é resultado de um ótimo trabalho de investigação que chegou a identificação e hoje até a prisão dos suspeitos”, avaliou o secretário da Segurança Pública, Wagner Mesquita. 

Fotos e vídeos de crianças

Durante a operação foram apreendidos diversos materiais eletrônicos, entre discos rígidos, pendrives, celulares, computadores, cartões de memória, entre outros objetos. Todos os suspeitos responderão pelo crime de armazenar imagens e vídeos contendo cenas pornográficas de crianças e adolescentes, sob pena um a quatro anos de prisão. Entre os objetos apreendidos está, segundo o delegado, um vídeo em que uma criança de três anos era forçada a praticar sexo oral em um adulto.

A delegacia especializada investiga cerca de 250 casos envolvendo abusos desta natureza. “O fato de compartilhar ou armazenar imagens dessa natureza configura crime. Novas fases serão deflagradas até mesmo fora do Estado a fim de combater de forma geral o crime de pedofilia”, afirmou o delegado-titular do Nuciber. 

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