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Polícia Civil abre inquérito para investigar queda de laje em Foz do Iguaçu

Duas pessoas morreram e três ficaram feridas no acidente de trabalho

Aline
Aline Cristina / Repórter
Polícia Civil abre inquérito para investigar queda de laje em Foz do Iguaçu
(Foto: Claiton Souza/RIC Record TV)

23 de abril de 2021 - 13:23 - Atualizado em 23 de abril de 2021 - 13:27

A Polícia Civil de Foz do Iguaçu abriu inquérito para investigar a queda de uma laje que aconteceu na quinta-feira (22), na cidade de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

No acidente dois engenheiros morreram e três pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave.

Segundo o Delegado Carlos Eduardo Pezette Loro, a polícia aguarda um laudo pericial para identificar se houve um erro no projeto ou na execução da obra.

“O Instituto de Criminalística foi até o local e nossa equipe está atrás de testemunhas para verificar se houve o crime homicídio culposo e a responsabilidade pelo desmoronamento”,

afirma o delegado.

O Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná) também irá trabalhar em conjunto com a polícia para apurar as causas.

A Prefeitura de Foz do Iguaçu informou que a edificação na Rua Javaé, no Jardim Renato Festugato, teve o projeto aprovado em 26 de agosto de 2020, pela Secretaria Municipal de Planejamento e Captação de Recursos

O alvará de construção foi emitido em 9 de setembro de 2020, pela Secretaria Municipal de Fazenda.

Sobre o soterramento

O proprietário da obra Luciano Henrique Alves Kleinschmitt, de 43 anos e o engenheiro Alyson Ernani Gomes, de 27, estavam fiscalizando possíveis irregularidades da obra, quando parte da laje desabou. Eles estavam embaixo da estrutura e morreram soterrados.

Na parte de cima, estavam trabalhadores da construção civil que faziam a concretagem. Câmeras de segurança flagraram o momento em que o acidente aconteceu.

O corpo de Bombeiros de Foz do Iguaçu, juntamente com outros órgãos de fiscalização e resgate, trabalharam aproximadamente 12 horas até chegar às vítimas.

Foi necessário fazer uma espécie de escora, para que o trabalho pudesse ser realizado com segurança pelos militares, pois havia o risco de mais desabamentos.