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PMs são presos por suspeita de participação em grupo de extermínio

Redação RIC Mais
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23 de junho de 2016 - 00:00 - Atualizado em 23 de junho de 2016 - 00:00

Foto: Google Imagens

Policiais são investigados por matarem viciados e traficantes na Favela da Rocinha, no Boqueirão

Uma investigação sobre a atuação de um grupo de extermínio em Curitiba levou cinco policiais militares para a prisão na manhã desta quinta-feira (23). Foram presos dois ex-policiais militares, dois soldados que estão na ativa e um capitão aposentado da Polícia Militar.

Os investigadores da Delegacia de Homicídios de Alta Complexidade acreditam que eles são responsáveis por uma série de ataques a usuários de drogas na Favela da Rocinha, no bairro Biqueirão. Na época, nove pessoas foram executadas e outras três sobreviveram. Os criminosos seguiam um padrão – se faziam passar por viciados, depois executavam a tiros quem estava consumindo drogas.

Todos os crimes ocorreram entre agosto de 2010 e janeiro de 2011. O primeiro deles, três meses depois que o primo de um dos suspeitos – também dependente químico – foi assassinado na mesma região. A prisão temporária é de 30 dias. Os ex-policiais serão levados para o Centro de Triagem de Curitiba. Já os policiais militares e os oficial da reserva ficarão detidos no Corpo de Guarda da PM, em Piraquara.

Reviravolta

Inicialmente, acreditava-se que o principal responsável pelas execuções seria o ex-comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Jorge Luiz Thais Martins, que chegou a ser indiciado pelo crime após o depoimento de testemunhas, sobreviventes dos ataques e de familiares das vítimas.

Na época, o filho do coronel, um rapaz de 26 anos, foi morto em 2009 durante uma tentativa de assalto no Boqueirão. Após depoimentos e o reconhecimento de algumas das vítimas, acreditava-se que os crimes teriam sido cometidos pelo oficial para vingar a morte do jovem. Ele sempre negou envolvimento na onda de crimes.

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