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PF vai à mansão do empresário Eike Batista para cumprir mandado de prisão

Redação RIC Mais
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26 de janeiro de 2017 - 00:00 - Atualizado em 26 de janeiro de 2017 - 00:00

dono do grupo EBX é alvo da segunda fase da Operação Calicute. (Foto: Fábio Pozzebom/ABr)

O empresário é um dos alvos da nova fase da Lava Jato, mas ainda não foi localizado

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (26) a segunda fase da Operação Calicute, batizada de Eficiência, que cumpre seis mandados de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva e 22 de buscas e apreensão no Rio de Janeiro. O empresário Eike Batista, dono do grupo EBX, é um dos alvos do mandado de prisão, mas ainda não foi localizado.

Por volta das 6h30 de hoje, agentes entraram na mansão de Eike Batista, mas não o encontraram. A defesa do empresário informou que ele está fora do país, mas que ele vai se entregar à polícia quando retornar.

A PF informou que investiga crimes de lavagem de dinheiro consistente na ocultação no exterior de aproximadamente US$ 100 milhões. “Boa parte dos valores já foi repatriada. Também são investigados os crimes de corrupção ativa e corrupção passiva, além de organização criminosa”, informa a nota da Polícia Federal.

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O vice-presidente de futebol do Flamengo Flávio Godinho, ex-braço direito de Eike, também é alvo de prisão preventiva. Além deles, o irmão de Cabral, Maurício de Oliveira Cabral Santos e Suzana Neves Cabral, sua ex-mulher, são alvos de condução coercitiva.

O Ministério Público Federal participa da operação e há apoio da Receita Federal. Cerca de 80 policiais federais cumprem nove mandados de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, informou a Polícia.

Todas as diligências tiveram origem nos desdobramentos da investigação sob tutela do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Na fase de hoje as informações foram coletadas em dois acordos de colaboração que abordaram os detalhes do esquema de lavagem de dinheiro por trás dos desvios praticados pelo grupo do ex-governador Sergio Cabral.

A primeira fase da Operação Calicute prendeu o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), supostamente envolvido em um esquema de desvios de recursos públicos federais em obras que pode ter causado prejuízo de pelo menos R$ 224 milhões aos cofres públicos. Cabral segue detido no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu.

 

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