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PF prende servidor da Fundação Casa com material pornográfico de crianças

Redação RIC Mais
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14 de julho de 2017 - 00:00 - Atualizado em 14 de julho de 2017 - 00:00

As investigações da Operação Proteção Integral começaram em maio deste ano (Foto: Tânia Rego, Agência Brasil)

Outro suspeito investigado pela Operação Proteção Integral, iniciada em maio, baixou 98,6 mil arquivos pornográficos envolvendo menores

Uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira, 13, prendeu um homem em flagrante pela posse de material pornográfico contendo imagens de crianças e adolescentes. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na Grande São Paulo contra suspeitos de distribuir arquivos contendo imagens pornográficas e de abuso sexual de crianças e adolescentes na internet.

As investigações da Operação Proteção Integral, iniciadas em maio deste ano, apontaram intenso compartilhamento de material ilícito por usuários da internet. Segundo informações da Polícia Federal, apenas um dos suspeitos fez o download de 98.625 arquivos com cenas de sexo explícito ou pornográficas envolvendo criança ou adolescente.

O material foi localizado na residência de um dos investigados, que foi preso em flagrante. No local, a PF constatou que o preso é funcionário da Fundação Casa. A investigação quer, agora, verificar se, além do crime de compartilhar e armazenar imagens pornográficas de menores pela internet, houve abusos contra adolescentes atendidos na unidade em que ele trabalha.

De acordo com a PF, os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de posse e compartilhamento de imagens pornográficas contendo crianças e adolescentes. As penas podem chegar a dez anos de prisão.

Em nota, a Fundação Casa lamentou a ocorrência e disse que adotará todas as providências capazes de “reprimir exemplarmente”. A instituição diz ainda que o servidor investigado exerce o cargo de agente administrativo desde 2009 e “em momento algum durante seu trabalho, tem contatos com os jovens que cumprem medida socioeducativa”.

A Fundação Casa informa, ainda, que instaurou sindicância administrativa e iniciou as investigações. Se comprovados, os fatos “levarão à demissão do servidor”.