Brasil

Pesquisa mostra aumento no consumo de vinhos em favelas do Brasil

Levantamento foi feito por um instituto de pesquisas especializado na classe C, que ouviu moradores de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís e Belém

Redação RIC Mais
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Pesquisa mostra aumento no consumo de vinhos em favelas do Brasil
(Foto: Divulgação/Outdoor Social Inteligência)

29 de julho de 2021 - 14:17 - Atualizado em 29 de julho de 2021 - 14:17

Pesquisa inédita realizada por um instituto de pesquisas especializado na classe C, mostra que os vinhos estão ganhando espaço nas maiores favelas do Brasil. Segundo o levantamento, a bebida está na prioridade de compra de bebidas alcóolicas, correspondendo a 34% dos entrevistados, tornando-se o segundo lugar no rol de bebidas mais consumidas. A cerveja lidera, com 76% de preferência dos entrevistados.

“Cada vez mais, o vinho tem ganhado o paladar dos brasileiros. A tendência, que é forte nas classes A e B, começa a ter adeptos na classe C. A população que mora nas favelas está separada por uma questão habitacional, mas a cultura de consumo, em alguns pontos, é similar aos outros públicos”,

conta Emília Rabello, fundadora do Outdoor Social e especialista em comunicação com a classe C.

A vodca também figura na lista, ocupando o terceiro lugar, representado por 27% dos entrevistados. Em seguida, o uísque, com 13%. Metade dos entrevistados (50%) afirmaram que compram bebidas alcóolicas eventualmente, ou seja, sem uma frequência definida. Quanto ao local de compra, 59% dizem fazer as compra em bares e mercados da comunidade. Em seguida, o local de compra são as adegas, que estão cada dia mais populares nas periferias: 19% dos entrevistados afirmaram ser consumidores deste perfil de estabelecimento comercial.

A pesquisa foi feita com 435 pessoas maiores de 18 anos de favelas dos municípios de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís e Belém. Segundo o Outdoor Social Inteligência, o perfil dos entrevistados é misto: 50% homens e 50% mulheres. A maior faixa etária é dos 30 aos 39 anos, correspondendo a 35%, em seguida, 27% têm entre 18 e 29 anos; 22% possuem entre 40 e 49 anos, 16% estão a faixa dos 50+.