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Crise hídrica faz aumentar perfurações de poços artesianos no noroeste do Paraná

Aumento de janeiro a agosto atingiu 97%, no comparativo com o mesmo período do ano passado

Gabriel
Gabriel Trevisan Com informações ASC Crea-PR
Crise hídrica faz aumentar perfurações de poços artesianos no noroeste do Paraná
Foto: Divulgação Crea-PR

30 de setembro de 2020 - 20:23 - Atualizado em 30 de setembro de 2020 - 20:23

Segundo levantamento do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), Campo Mourão e Paranavai registraram aumento significativo na perfuração de poços artesianos. Segundo assessoria do Crea-PR, a crise hídrica que afeta o estado é um dos principais motivos.

Com crescimento regional de 8%, Campo Mourão deu um salto grande na área de Geologia e Minas neste ano. Aumento de janeiro a agosto atingiu 97%, no comparativo com o mesmo período do ano passado, sendo um dos maiores índices, por setor, entre as microrregiões do Noroeste.

Foram 140 registros de Anotação de Responsabilidade Técnicas (ARTs) neste ano, contra 71 de 2019. Em Paranavaí o crescimento de ARTs emitidas neste setor também foi expressivo no período, atingiu 53%, sendo 270 registros, enquanto no ano passado foram 176 registros.

Em conversa com agricultores das duas microrregiões, inspetores e conselheiros do Crea-PR confirmaram a procura maior por serviços de perfuração de poços artesianos e o motivo apontado foi a crise hídrica que o Estado do Paraná vem enfrentando há alguns meses.

O inspetor chefe na Inspetoria de Paranavaí, Engenheiro Marcos Antonio Pintor Junior, fez pesquisas em campo para entender a demanda maior pelas perfurações de poços artesianos.

“Pelo que eu visualizei e entendi, nas palavras dos agricultores, a demanda se deve por dois fatores: a estiagem e o baixo custo benefício do poço, que interferem significativamente na colheita e nos valores da produção agrícola”, destaca.

Ele ainda explica que os produtores rurais falaram sobre os impactos da estiagem na zona rural e afirmaram que com o uso do poço artesiano, a água pode ser mais bem utilizada no sentido de tempo, em decorrência do plantio.

Para o conselheiro do Crea-PR em Campo Mourão, Engenheiro Sebastião Carlos Mauro, a demanda maior por serviços de Geologia e Minas na cidade também pode ter sido motivada pela estiagem.

“Estive vendo os endereços e locais de perfuração dos poços e a grande maioria ocorreu na zona rural. Não sou estudioso desta área, mas a procura maior deve ser relativa à crise hídrica, ao rebaixamento do lençol freático e à quantidade menor de água nas minas”, diz.

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