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Pazuello assegura futura compra de vacina da Janssen e repete queixas contra Pfizer

Reuters
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Pazuello assegura futura compra de vacina da Janssen e repete queixas contra Pfizer
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante cerimônia no Palácio do Planalto

7 de janeiro de 2021 - 18:25 - Atualizado em 7 de janeiro de 2021 - 18:25

BRASÍLIA (Reuters) – O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, garantiu nesta quinta-feira que o governo federal vai comprar doses da vacina contra Covid-19 que estão sendo produzidas pelo laboratório norte-americana Janssen, divisão farmacêutica da Johnson & Johnson, e voltou a se queixar das negociações para a aquisição do imunizante da Pfizer.

Em pronunciamento no Palácio do Planalto, Pazuello fez elogios ao imunizante que está sendo desenvolvido pela Janssen, destacando que seus técnicos afirmam se tratar da “melhor negociação”. Contudo, ele disse que “infelizmente” só foram oferecidas 3 milhões de doses ao Brasil a partir do abril ou maio.

“Para não deixar dúvida, nós comparemos a vacina da Janssen”, ressaltou.

O ministro disse também que o governo federal está em negociação com o laboratório Moderna, mas citou que a dose do imunizante é de 37 dólares –seriam necessárias duas por pessoa — e que a previsão inicial de entrega a partir de outubro de 2021. Em comparação, o custo da vacina da AstraZeneca negociada pelo governo federal, que será produzida pela Fiocruz, é de 3 dólares.

“É isso aí pessoal, ou fabrica no Brasil ou não tem vacina”, afirmou.

Assim como fez em pronunciamento na véspera em cadeia nacional de rádio e TV, Pazuello novamente se queixou das exigências da Pfizer para a venda ao Brasil. Ele citou quatro condicionantes apresentadas, entre elas a isenção de responsabilidade por eventuais efeitos colaterais pela vacina, e ainda mencionou a baixa quantidade de doses que poderiam ser ofertadas.

“Isso tudo obviamente faz com que a gente não consiga contratar a Pfizer”, avaliou. “Queremos que a Pfizer nos dê o tratamento compatível com o nosso país, amenize essas cláusulas. Não podemos assinar dessa forma”, reforçou.

Em nota na véspera sobre as declarações de Pazuello no pronunciamento, a Pfizer disse que não pode comentar as negociações em curso com o governo brasileiro, mas afirmou que as cláusulas que estão sendo negociadas “estão em linha com os acordos que fechamos em outros países do mundo – inclusive na América Latina”.

O ministro disse ainda que está em negociações com a farmacêutica União Química a fim de que vacina russa Sputnik possa vir a ser fabricada no Brasil e comprada pelo governo. Ele não deu detalhes sobre as quantidades que estão sendo discutidas.

(Reportagem de Ricardo Brito)

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