Notícias

Pássaro é encontrado com anzol no estômago no Parque do Iguaçu

Anzol preso ao estômago do pássaro tinha cerca de três centímetros

Renata
Renata Nicolli Nasrala / Editora
Pássaro é encontrado com anzol no estômago no Parque do Iguaçu
(Foto: colaboração Parque das Aves)

20 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 16:30

Um pássaro foi encontrado com um anzol preso ao estômago, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, dentro do Parque Nacional do Iguaçu. A ave foi resgatada pela Polícia Ambiental – Força Verde durante um patrulhamento de rotina no rio Iguaçu.

Pássaro é encontrado com anzol preso ao estômago

Da espécie martim-pescador-grande, após ser encontrado pela polícia o animal foi encaminhado ao Parque das Aves para atendimento.

Conforme a comunicação do parque, não foi possível remover o anzol pelo bico da ave, e para não ocasionar lesões internas fatais, os veterinários precisaram fazer uma cirurgia para a retirada do anzol.

pássaro anzol

Ao realizar os primeiros exames clínicos no animal, Ligia Oliva, chefe da Divisão de Veterinária do Parque das Aves, afirmou que suspeitava que o nylon poderia estar preso a um anzol, e que provavelmente a ave ingeriu o objeto enquanto se alimentava de algum peixe. 

“Não era possível remover o anzol pelo bico, pois isso poderia causar lesões
viscerais. Como ela estava em ótimas condições de saúde, realizamos no mesmo
dia uma cirurgia para remoção do anzol. Uma cirurgia delicada, mas necessária
para manter o animal vivo”, explicou.

Além disso, Ligia disse que o anzol preso ao estômago do pássaro tinha cerca de três centímetros, tamanho considerado grande por se tratar de um animal de pequeno porte.

“Após a cirurgia, o animal foi mantido em área isolada do Hospital veterinário do Parque para maior conforto, recebendo alimentos próprios para a espécie e permanecendo sob cuidados médicos que incluíam antibióticos e analgésicos”, acrescentou a profissional.

De volta ao lugar que pertence

Após o fim do tratamento do animal, o martim-pescador-grande foi devolvido à Polícia Ambiental – Força Verde, que realizou a soltura da ave às margens do Rio Iguaçu, mesmo local onde foi encontrada.

Conforme Katlin Fernades, bióloga da conservação do Parque das Aves, foi primordial a equipe pensar no horário em que a ave seria solta.

“Um animal diurno deve ser solto de manhã e um noturno é solto no final da tarde. O martim-pescador-grande tem hábitos diurnos, então a equipe realizou a soltura bem cedo”, explicou a bióloga.

Veja o momento da soltura do pássaro abaixo!

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.