Economia

Paranaenses mais ricos são os que mais devem, revela pesquisa

Redação RIC Mais
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8 de fevereiro de 2017 - 00:00 - Atualizado em 8 de fevereiro de 2017 - 00:00

Foto: Pixabay

Famílias com renda acima de dez salários tem mais contas a pagar, porém menos contas em atraso

O consumidor com maior poder aquisitivo é o mais endividado no Paraná.

O percentual de famílias com renda superior a dez salários mínimos com algum tipo de dívida chegou a 94,1% em janeiro, contra 85,6% de endividamento das classes C, D e E neste começo do ano.

O Paraná, com 87% de endividados, segue como o estado líder nesse quesito no país. Em janeiro de 2017, 55,6% das famílias brasileiras possuíam algum tipo de dívida, o menor resultado desde junho de 2010 e um total bem abaixo do paranaense.

Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da Fecomércio PR. 

Para 68,1% dos endividados, o cartão de crédito permanece como o principal tipo de dívida. Entre as classes A e B, seu uso para parcelamentos é um pouco maior, com 70,3%, ante 67,6% entre os consumidores das classes C, D e E.

As classes com maior renda têm mais endividados no item compra de imóvel, e as de menor renda, por uma pequena margem, no item compra de automóvel.

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A pesquisa diferencia endividamento e contas atrasadas. No primeiro caso, trata-se de estar comprometido com pagamentos de cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros. No segundo caso, é claro, trata-se de pagamentos não realizados.

O percentual de famílias paranaenses com dívidas ou contas em atraso em janeiro foi de 27,6% (contra 28,9% em dezembro).

Aqui, quem tem renda menor está mais comprometido: 34,2% das famílias que recebem até dez salários mínimos estão com contas atrasadas, contra 20% das famílias com renda superior a esse patamar.

Em pouco mais da metade dos casos, a demora no pagamento é de mais de 90 dias, o que os torna inadimplentes e com CPF incluso nos sistemas de proteção de crédito.

Nesse aspecto, também há diferenças entre as classes econômicas: os inadimplentes somam 56,9% nas famílias com renda até dez salários, enquanto naquelas com renda mais elevada é 51,6%.

O total de famílias que dizem não ter como pagar as dívidas aumentou – era de 9,2% em janeiro de 2016, 11,9% em dezembro passado e 12,3% em janeiro de 2017.

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