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Papo Final com Mário Petrelli, fundador e presidente emérito do Grupo RIC

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Papo Final com Mário Petrelli, fundador e presidente emérito do Grupo RIC
Papo Final com Mário Petrelli, fundador e presidente emérito do Grupo RIC

15 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 15 de novembro de 2018 - 00:00

Papo Final com Mário Petrelli, fundador e presidente emérito do Grupo RIC

Uma lembrança de infância?
Os filmes de O Gordo e o Magro.

Uma habilidade sua pouco conhecida?
Jogar xadrez e até conhecer um lance muito desconhecido, o mate real em duas jogadas – só possível com uma saída dirigida, mas ocorre.

E outra curiosidade sobre você?
Minha memória, graças a Deus, e a genética, herança de família, avós e pais.

Melhor festa da sua vida?
Os 90 anos de minha mãe, maravilhosa comemoração com centenas de pessoas, missa com a presença do Arcebispo e 10 padres e o pronunciamento dela de improviso.

Atitude mais admirável que testemunhou recentemente?
A atitude do juiz Sergio Moro e do advogado René Dotti na monumental história da Lava Jato.

Restaurante favorito?
Manu, considerado um dos melhores do mundo.

Destino de viagem?
O último foi Punta Del Este, com minha mulher e dois casais de amigos, Jorge Mussi e Claudio Ávila. O próximo, se possível, à Lua ou a Marte, mas, antes, Portugal.

Livro na sua cabeceira e a sua música preferida:
Vários, principalmente de história política do Brasil, desde Hélio Silva até os mais recentes. As letras de Silvio Caldas, Lupicínio e outros autores de músicas com letras e sons agradáveis, não o batuque de hoje, que respeito, mas não gosto de ouvir.

Filme ou série que mais o empolgou recentemente:
House Of Cards. No passado, os filmes Luzes da Ribalta, de Charles Chaplin, O Vento Levou e Casablanca.

Último mimo que se concedeu?
Participar com mais frequência de um grupo de amigos, mais velhos e mais moços do que eu, com quem aprendo muito e dou muitas risadas.

Se o dia tivesse 27 horas, como usaria essas três horas extras?
Para leitura e orações.

Uma lei que mudaria?
Urgentemente, a reforma da previdência brasileira e da Constituição, que é concedente em benefícios em demasia e de poucas obrigações.

O que está fazendo para cuidar da saúde?
Tudo o que é possível, remédios, fisioterapia e exames, para um octogenário com mais de 14 cirurgias gerais.

Algo inusitado que recomenda que todos façam uma vez na vida?
Visitar Jerusalém, a Terra Santa, independentemente de credo ou religião.

Uma mudança importante na sua personalidade no último ano?
Aumento da dosagem de paciência e mais ouvir do que falar.

Um hábito que gostaria de mudar?
Não ser exageradamente tão preocupado, que é característica minha.

Consome como ar…
Leitura e produzir mensagens de confiança e de análise.

Sonho de consumo?
Poder continuar a ser útil e com lucidez.

O que mais o marcou em 2018?
O processo eleitoral do Brasil, a mais atípica eleição realizada desde a democratização de 02/12/1945, com pouco programa e muita ofensa.

E o que espera de 2019?
Que o Brasil siga no rumo da democracia, os vencedores respeitem os vencidos e os vencidos compreendam os
vencedores – assim se caminha para a tranquilidade, a prosperidade, a paz e o desenvolvimento. Lembro a frase
notável, que vale para 2019 e para o futuro, de Robert McNamara: “Minha frustração é o passado do homem, minha
dessatisfação é o presente do homem e a minha preocupação é o futuro do homem”. Espero que, com esse futuro,
possamos deixar de nos preocupar e ele possa se transformar em boa realidade, para não ocorrer dessatisfação e
frustrações.

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