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Caroline Berticelli / Editora com informações do La Nacion

26 de maio de 2020 - 00:00

Atualizado em 26 de maio de 2020 - 00:00

Internacionais

Papagaio repete as últimas palavras de mulher assassinada e é usado como prova do crime

O animal de estimação presenciou o estupro e assassinato de sua cuidadora

Papagaio repete as últimas palavras de mulher assassinada e é usado como prova do crime
Foto: Reprodução/Daily Mail

Um crime brutal que chocou a Argentina em 2018 irá contar com uma prova inusitada durante o julgamento dos acusados: o papagaio da vítima que repetiu as últimas palavras da mulher assassinada – “AÍ, não, por favor, deixe-me ir – para um policial. 

De acordo com a polícia, Elizabeth Toledo, 46 ​​anos, foi estuprada e morta dentro da sua própria casa por Miguel Saturnino Rolon, 51, e Jorge Raul Alvarez, 62, no dia 30 de dezembro de 2018. Na ocasião, o animal de estimação da vítima teria presenciado o crime e quando os policiais já estavam no local começou a “gritar” o pedido de piedade feito por sua cuidadora aos assassinos.

Papagaio repete palavras de mulher assassinada na cena do crime

Conforme o relato do policial, ele estava de guarda do lado de fora da cena do crime quando ouviu algo que parecia ser o um grito de mulher vindo do interior da residência. Ao olhar para dentro, viu apenas o corpo de Toledo nu e coberto de hematomas, e o papagaio verde na gaiola.  

Tanto o policial como os promotores do caso argumentam que aquelas foram as últimas palavras da vítima. As evidências também incluem o testemunho de um vizinho que alegou ter visto o papagaio repetir o truque em outro momento. Dessa vez, o animal teria dito “Por que você me bateu?”.

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O papagaio repetiu as últimas palavras da mulher assassinada na frente de um policial. (Foto: Pixabay)

Além do papagaio, uma mordida encontrada no corpo de Toledo, que coincide com a arcada dentária de Rolon, e traços de DNA que ligam Alvarez ao crime também serão levados ao tribunal. 

À época do assassinato, Toledo vivia com três homens, entre eles Rolon e Alvarez, para os quais alugava quartos. Um deles chegou a ser considerado suspeitos, mas acabou descartado do caso.