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Ostentação ajudou polícia a prender quadrilha que roubava cargas

Redação RIC Mais
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3 de junho de 2016 - 00:00 - Atualizado em 3 de junho de 2016 - 00:00

Foto: Polícia Civil

O chefe da quadrilha usava um helicóptero avaliado em R$ 1,5 milhão para chegar em festas

quadrilha suspeita de roubo de cargas, presa nesta sexta-feira (03) pela Polícia Civil do Paraná, ostentava uma vida de luxo na Região Metropolitana de Curitiba. Dos dez suspeitos investigados, sete foram presos, dois já estavam detidos e um está foragido. Com a quadrilha, os policiais apreenderam um helicóptero e carros de luxo usados pelos criminosos.

O líder da quadrilha, Jucelino Ribeiro de Souza, de 44 anos, conhecido como “Toco”, foi preso em casa, em um condomínio de luxo, em Quatro Barras. No imóvel a polícia apreendeu veículos de luxo, armas e dinheiro. O patrimônio dele ultrapassa R$ 6 milhões. Aos jornalistas, ele garante que tudo é fruto de dinheiro honesto. “Minha casa é baratinha, custou R$ 3 milhões. Tudo é meu e foi comprado com dinheiro limpo”, afirmou.

Com os outros presos a polícia apreendeu dez carros importados, entre eles dois Audi, um Porsche, um Jeep Renegade, uma Lamborghini, uma caminhonete Amarok e outra Ford Ranger, um Ford Focus e um Gol, além de um jet-ski.

A Lamborguini está batida, mas é avaliada em mais de R$ 1,5 milhão. Além do jet ski, também foram apreendidos um caminhão e um helicóptero. Segundo a Polícia a aeronave era usada pra monitorar os alvos nas rodovias e ainda, para uso pessoal dos integrantes. O líder da quadrilha costumava chegar às festas para as quais era convidado a bordo da aeronave.

“O modo de vida e toda esta ostentação foi o que chamou a atenção e nos ajudou a identificar quem e quantos eram os integrantes do grupo”, disse o delegado Rodrigo Braun, do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE).

Entre os nove presos está um policial civil. De acordo com as investigações, que começaram há cinco meses, o policial preso tinha participação direta no roubo das cargas.

A quadrilha agia no Paraná, Santa Catarina e em São Paulo. A suspeita é que eles tenham cometido cinco grandes roubos de cargas em rodovias nos três últimos meses.

Uma conversa telefônica interceptada pela polícia aponta o planejamento para o roubo de uma carga de leite condensado.

Segundo informações da polícia, o grupo agia com violência e sequestrava as vítimas para roubar cargas e também parte dos veículos de luxo.

Os presos vão responder pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro,  receptação e roubo de cargas.

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