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Os 6 Principais fatores de risco no trânsito e suas penalidades

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

23 de maio de 2018 - 00:00 - Atualizado em 23 de maio de 2018 - 00:00

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Vamos aqui retratar alguns principais fatores de risco relacionados ao trânsito, muitos deles amparados por penalidades de diversos graus e, mesmo assim, seguem sendo praticados pelas pessoas e prejudicando a vida de outras.

Vamos aqui retratar alguns principais fatores de risco relacionados ao trânsito, muitos deles amparados por penalidades de diversos graus e, mesmo assim, seguem sendo praticados pelas pessoas e prejudicando a vida de outras.

 

O trânsito no Brasil é responsável por mais de 40 mil mortes em ciclos anuais e corresponde ao segundo fator de morte não natural, isto é, que poderia ser evitado. Desse modo, passemos a acompanhar alguns principais fatores de motivação para que isso aconteça.

 

Dados gerais

 

Antes de mais nada, vamos ressaltar alguns dados para orientação analítica e ver que muitas medidas simples poderiam evitar o ocorrido.

 

Segundo os analistas, os números de mortes relacionados ao trânsito ainda são de alto impacto e muitos poderiam ser evitados com medidas preventivas de segurança.

 

Os fatores básicos estão na crença de que acidentes apenas acontecem com outros e não com a pessoa que está diretamente presente no trânsito. Além disso, existe o conceito de disputa de espaço no trânsito, o que também causa inúmeros problemas.

 

As variações em casos práticos de acidentes estão em muitos ocorridos e estão relacionadas à falta de consciência das normas de trânsito de medidas que poderiam proteger um pouco mais os envolvidos em casos simples.

 

A falta de consciência das normas acaba sendo o fator de atuação de infrações na vida dos brasileiros, mas passemos a analisar alguns fatores.

 

Seis principais fatores de risco

 

Uma das causas de risco encontrada em pesquisas é a alta velocidade. Segundo relatórios da Ambev, 47 países pelo mundo têm limites estabelecidos abaixo do costume aqui no Brasil e o mais importante é que esses limites são respeitados.

 

Sendo assim, o caso é que, no Brasil, muitos acidentes estão relacionados à alta velocidade e ao não respeito dos limites das ruas.  Muitos casos poderiam ser evitados se a velocidade estivesse sendo respeitada.

 

Outro fator está relacionado ao consumo de bebida alcoólica anterior à condução. O relatório da Polícia Rodoviária Federal apontou mais de 6000 mil casos, em 2017, envolvendo problemas com bebidas alcoólicas.

 

Seguindo com os fatores de riscos, temos a falta de uso de capacetes. Segundo os dados, 65% das indenizações de mortes no trânsito são pagas por condutores de motocicletas.

 

Infelizmente, os maiores incidentes estão atrelados à falta do uso de capacetes e ao não cumprimento das medidas preventivas exigidas.

 

Outro fator de risco, de acordo com a Resolução 277 do Contran, é não transportar crianças na cadeirinha:

“Art.1° Para transitar em veículos automotores, os menores de dez anos deverão ser transportados nos bancos traseiros usando individualmente cinto de segurança ou sistema de retenção equivalente”

Segundo a Ambev, essa medida previne até 70% dos casos de acidentes e podem prevenir a saúde das crianças de idades de zero até 14 anos.

 

Seguindo a linha de raciocínio, a falta do cinto de segurança é outro fator de grande risco. Muitos brasileiros pensam não ser necessário, ou que em viagens curtas não faz sentido utilizá-lo, mas é a sua falta a causadora de inúmeros casos de ferimentos graves e até mortes.

 

O número relacionado à falta de cinto de segurança ainda é uma considerável e triste realidade, muitos só utilizam para o condutor. No entanto, todos deveriam ter a prática para evitar qualquer tipo de colisão.

 

E, por fim, temos o uso de aparelhos celulares como distração e causa de inúmeros conflitos no trânsito. O aparelho celular acaba distraindo o motorista, visual, cognitiva, física e auditivamente, tornando-se, sim, um considerável problema.

 

Agora vamos falar das penalidades envolvidas em cada fator de risco citado.

 

Penalidades

 

1 – Alta velocidade

 

Conforme o Artigo 218 do CTB, em casos de alta velocidade, o condutor receberá penalidades de acordo com a porcentagem da velocidade ultrapassada.

 

  • Velocidade superior à máxima em até 20%: infração média; penalidade de multa.

 

  • Velocidade superior à máxima em mais de 20% até 50%: infração grave; penalidade de multa.

 

  • Velocidade superior à máxima em mais de 50%: infração gravíssima; penalidade de 3 multas, com suspensão imediata do direito de dirigir e apreensão do documento de habilitação.

 

 

2 – Bebidas alcóolicas:

 

Conforme o Artigo 165 do CTB, em casos de dirigir sob influência de bebidas alcoólicas, o motorista receberá multa e suspensão do direito de dirigir por 12 meses, entendendo como infração gravíssima qualquer quantidade de teor alcoólico no sangue enquanto estiver dirigindo.

 

3 – Proteção:

 

Para os pilotos de moto, em casos de falta do uso de capacete, o Artigo 244 do CTB sinaliza a infração como gravíssima, passível de multa, de suspensão do direito de dirigir e do recolhimento do documento de habilitação. Segundo o CONTRAN: dirigir “sem usar capacete de segurança com viseira ou óculos de proteção e vestuário de acordo com as normas e especificações aprovadas” é um grande risco.

 

4 – Transporte crianças

 

Para os pais que transportam crianças, o Artigo 168 do CTB informa que, nos casos de passageiros abaixo de 10 anos, as leis indicam o uso de cadeirinhas. Caso contrário, será aplicada uma multa gravíssima.

 

5 – Cinto Segurança

 

O Artigo 65 do CTB considera obrigatório o uso do cinto de segurança para o condutor e demais passageiros em todas as vias de território nacional. Caso contrário, a infração é considerada grave e há retenção do veículo.

 

6 – Celulares

 

Já para os famosos aparelhos celulares, o Artigo 252 do CTB aplica as normas com multa de ordem média.

 

Enfim, de alguma forma, este artigo proporciona meios para esse problema tão difundido na sociedade, sendo assim, não deixe de compartilhar ou comentar.

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