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Órgãos de adolescente que morreu por meningite foram doados

Redação RIC Mais
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27 de fevereiro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 27 de fevereiro de 2019 - 00:00

Nathalia Ferreira Hernando estava internada desde o dia 22 de fevereiro (Foto: reprodução arquivo pessoal)

A morte de Nathalia foi confirmada nesta terça-feira (26), quando os exames laboratoriais indicaram tratar-se de meningite meningocócica do grupo B

A família da adolescente Nathalia Ferreira Hernando, de 15 anos, que morreu em decorrência da meningite, em Campo Mourão, no noroeste do Paraná, autorizou a doação dos órgãos para transplantes e o procedimento aconteceu nesta terça-feira (26). A equipe do Centro Transplantador Hospital do Câncer de Cascavel (Uopeccan), foi acionada para fazer a captação para que os órgãos -rins, fígado, tecido ocular e coração para valvas- possam salvar outras vidas.

Adolescente morre de meningite no Paraná

A morte de Nathalia foi confirmada nesta terça-feira (26), quando os exames laboratoriais indicaram tratar-se de meningite meningocócica do grupo B, cuja vacina não faz parte do calendário vacinal da rede pública. A estudante do ensino médio estava internada desde o dia 22 de fevereiro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Casa, e teve morte cerebral durante a madrugada.

Cuidados para não contrair meningite

Além da vacinação, há vários cuidados que podem prevenir a meningite, entre eles, a higiene, a ventilação dos ambientes e o não compartilhamento de objetos. Os principais sintomas são dor de cabeça, rigidez da nuca, febre, convulsão e vômito.

Nas crianças abaixo de um ano observa-se choro persistente e inchaço na moleira. Em alguns casos, o paciente pode também apresentar manchas vermelhas na pele.

A meningite pode ser causada por uma série de microorganismos – vírus, bactérias, fungos, parasitas, ou até por complicações de outras doenças, entre elas o sarampo e a pneumonia. Daí a grande importância de todas as pessoas estarem com as vacinas em dia.

Casos da doença no Paraná

Dados preliminares de 2018, divulgados pelo Governo do Paraná, indicam a ocorrência de 1.601 casos dos mais variados tipos de meningite, com 108 mortes. Neste ano, são 143 casos no Estado com 13 mortes.

As meningites meningocócicas do grupo C foram sete, que resultaram em três mortes. Os dados estão dentro da média histórica paranaense. O comum é que casos se acumulem um pouco mais nos meses de inverno.

A maior ocorrência é das meningites causadas por vírus (60%), que costumam ser a forma mais benigna, com boa evolução para cura. Outros 30% são causadas por bactérias – existem mais de 200 que podem provocar a doença. Elas ocorrem mais por complicações de outras doenças ou são transmitidas pelo contato entre pessoas. Os 10% restantes são causados por fungos ou protozoários.

Vacinas para meningite

A vacina fornecida nas unidades de saúde se refere, entre outras, a meningite meningocócica do grupo C. Foram registradas reclamações sobre a falta dessa vacina, uma vez que os Estados brasileiros não recebem do Governo Federal o número suficiente de doses para fazer frente à demanda. No caso do Paraná, a média recebida tem sido de 66 mil por mês, quando seriam necessárias 88 mil.

No caso de meningite, especificamente, as vacinas que fazem parte do calendário oficial são a Meningo C, a Pneumo 10-Valente, a Haemophilus influenzae (sua incidência reduziu muito nos últimos anos) e a BCG, que imuniza contra formas graves de tuberculose com possibilidades de evoluírem para meningite.

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