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O grande cinema de Saura em ‘Cria Cuervos’

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Estadão Conteúdo

29 de junho de 2020 - 07:30 - Atualizado em 29 de junho de 2020 - 07:30

Houve um tempo, pré-Almodóvar, em que Carlos Saura era sinônimo de cinema espanhol no Brasil. Por volta de 1960, os filmes com “cantantes” (Sara Montiel, Joselito, Marisol) arrebentavam nos cinemas brasileiros. No fim dos 50, Pablito Calvo virara fenômeno com Marcelino, Pão e Vinho. No começo dos 70, a preferência era por um cinema mais autoral. Saura valia-se de metáforas para criticar o franquismo.

Nesta segunda, 29, o Cineclube Arte 1 resgata um clássico do autor – Cria Cuervos, de 1976, passa às 23h45.

Na época, uma canção de José Luís Perales virou hit internacional, Por Qué te Vas? Saura a utilizava para ressignificar a morte da mãe de sua protagonista, Ana.

A menina coloca o disco na vitrola e dança com os irmãos. O tema é a infância, mas não a inocência. Ana responsabiliza o pai fardado pela morte da mãe e quer que ele morra.

Saura constrói a personagem nos grandes olhos tristes da menina Ana Torrent, que já fizera O Espírito da Colmeia, de Victor Erice, de 1973, talvez o maior filme da história do cinema espanhol, mas essa é uma apreciação muito subjetiva.

Erice está na origem não apenas de Cria Cuervos como de O Labirinto do Fauno, de Guillermo del Toro, já em 2006. Geraldine Chaplin, na época casada com Saura, faz Ana adulta e a mãe. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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