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‘O Daniel pediu para não morrer naquela casa’, afirma tia do jogador

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

20 de fevereiro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 20 de fevereiro de 2019 - 00:00

Regina Assis e Eliana Corrêa estiveram nesta quarta-feira (20) no estúdio do Balanço Geral Curitiba (Foto: redação RIC Mais)

Segundo Regina Assis, os acusados citaram coisas que ela nunca mais vai esquecer. “Esses meninos falaram assim, como é que vocês escutaram a morte do Daniel? Eles falaram assim: “a gente escutou como se tivesse matando um porco”

A audiência de instrução do processo sobre a morte do jogador Daniel Corrêa chegou ao terceiro dia nesta quarta-feira (20). Os depoimentos começaram às 9h no Fórum de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. 

Depoimento da mãe do jogador

Nesta terça-feira (19), a mãe do jogador Daniel Corrêa prestou depoimento por aproximadamente uma hora. Na ocasião, era a primeira vez que Eliana ficava cara a cara tão de perto com o assassino confesso Edison Brittes, que a encarou durante toda a audiência.

Eliana Corrêa antes de entrar para prestar depoimento (Foto: reprodução RICTV | RECORD TV)

No momento em que contava sobre como soube da morte do filho, Eliana chamou os acusados de assassinos. Cláudio Dalledone, advogado de defesa da Família Brittes, questionou se ela tinha conhecimento de que Edison havia confessado o crime, e Eliana rebate: “ele não tinha outra saída”, Na sequência, a mãe continuou falando sobre a forma que o acusado mentiu para a família quando disse que não sabia o que tinha acontecido com Daniel, mesmo já tendo o assassinado.

“Fiz questão de olhar para eles”

Eliana disse que ao entrar na sala da audiência fez questão de olhar para o rosto de cada acusado.  “O que leva uma pessoa a fazer uma tortura? O que leva uma pessoa a torturar, matar, esquartejar uma pessoa? Pra mim eles não são nada. Não são nada, não representam nada pra mim. Quem representava algo pra mim era o meu filho, eles não”, diz Eliana durante depoimento.

Depoimento Regina Assis

Após a mãe do jogador foi a vez da tia de Daniel, Regina Assis, prestar depoimento. Para ela, Dalledone perguntou sobre um acidente que a vítima teria sofrido, já que dentro do carro que dirigia teria sido encontrado uma garrafa de whisky. Em resposta, Regina confirmou, mas disse que a bebida não era de Daniel e que, naquela noite, ele não havia consumido bebida alcoólica, e que vai juntar no processo um laudo médico que comprova a informação.

Regina também destacou que Daniel era um rapaz correto, e que nunca tinha se envolvido em nenhum tipo de briga. Como jogador, segundo ela, a vítima sequer recebeu um cartão vermelho. “Ele me perguntou o que eu acho que motivou o Edison a fazer o assassinato do Daniel e eu respondi pra ele que, na minha concepção, nada motiva alguém matar outra pessoa”, disse.

Regina Assis e Eliana Corrêa no Balanço Geral desta quarta-feira (20) (Foto: redação RIC Mais)

Para a tia, caso o sobrinho tivesse cometido qualquer coisa contra alguém, eles deveriam ter chamado a polícia. “Agora, agredir, bater muito, fazer com que o Daniel ficasse vomitando sangue naquela casa, fazer o Daniel pedir pra não morrer naquela casa… Eles citaram coisas que eu nunca mais vou esquecer. Esses meninos falaram assim, como é que vocês escutaram a morte do Daniel? Eles falaram assim: “a gente escutou como se tivesse matando um porco”, conclui. 

Antes do depoimento

Antes de prestar depoimento na terça-feira, Eliana deu uma entrevista emocionante para a RICTV | RECORD TV. Visivelmente abalada, a mãe do jogador Daniel não tem medido esforços para que a justiça pela morte do filho seja feita. 

Ao ser questionada sobre o fato de querer acompanhar todas as audiências do caso, a mãe de Daniel rebate: “Eu não faço questão de nada. Nem da presença nem da ausência deles. Eles não significam nada pra mim. O que significa pra mim, o que significava, era meu filho. Agora eles, estando presentes ou não, não faz diferença”.

Para ela, os acusados são como monstros “Eu tenho pena. Eu não quero falar frente a frente. Eu me expressei mal. Eu falei que não me importo se eu tiver que falar na frente, eu não vou pedir pra eles saírem na hora que eu entrar, se eles quiserem ficar, podem ficar, não vou impedir”, diz.  

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