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Tragédia e talento: tetraplégico encontrou superação na arte

Márcio Nalon encontrou um novo significado na arte: depois de superar acidente na piscina, hoje ele navega em meio às telas

Wilame
Wilame Prado / Repórter
Tragédia e talento: tetraplégico encontrou superação na arte
Artista expõe obras em shopping de Maringá. (FOTOS: Divulgação)

18 de maio de 2021 - 08:08 - Atualizado em 18 de maio de 2021 - 08:11

Arte pode salvar vidas, e Márcio Nalon, artista plástico de 41 anos, é prova viva disso. Após ficar tetraplégico em um acidente em uma piscina, ele descobriu o talento para a pintura, superou o desânimo e já fez exposições pelo mundo. Desde segunda-feira (17), obras do artista podem ser conferidas na exposição “Superação pela Arte”, com entrada franca no Shopping Cidade Maringá.

“Fiquei quase um ano internado, entre 1998 e 1999, parado na cama e olhando para o teto. Como fiquei sem-tetraplégico, perdi a sensibilidade do corpo. Então, comecei a desenhar. Pegava um desenho pequeno e ampliava na cartolina. Um vizinho me deu uma aula básica de pintura e, desde então, comecei a pegar gosto pela arte”,

relata.

Para pintar, Nalon amarra pincéis na mão com uma fita. A primeira exposição dele foi em 2006. Em 2014, assinou uma exposição pela Europa, em países como Reino Unido, Bulgária e Noruega, e também pela República Dominicana, na América no Norte.

Nas obras de Nalon, a mistura de cores chama a atenção. Além de homenagear celebridades mundiais como Marilyn Monroe, Charles Chaplin, Elvis Presley, entre outros, ele também se inspira em cenários da natureza.

Outra batalha

No fim do ano passado, Nalon teve que vencer mais uma batalha: uma infecção generalizada, acompanhada de uma forte anemia. “Médicos disseram que se eu demorasse mais alguns minutos para ser transferido para a UTI, eu teria ido a óbito. Fiquei quatro dias na UTI, me recuperei e, claro, voltei a pintar”.

O artista plástico nasceu em Maringá e mora em Sarandi. Ele estima ter pintado quase mil telas até hoje. Segundo ele, a arte é sinônimo de liberdade. “A pintura é tudo para mim. Ela me ajuda na despesa da casa. Minha mãe é aposentada e o dinheiro com os quadros ajudam no aluguel, internet e outras despesas. A pintura me libertou e me ajuda”, completa ele.

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