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Comunidades do MST doam alimentos a 3 mil famílias pobres de Londrina

Lucas
Lucas Sarzi com informações da assessoria de imprensa
Comunidades do MST doam alimentos a 3 mil famílias pobres de Londrina
Foto: Wellington Lenon/MST-PR.

20 de junho de 2020 - 18:03 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:42

Moradores de 11 bairros de Londrina, no Norte do Paraná, receberam sacolas com alimentos doados por famílias integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pequenos agricultores. Ao todo, foram doadas mais de 44 toneladas de alimentos a 3 mil famílias que enfrentam a fome neste período de pandemia do novo coronavírus.

Cada sacola distribuída neste sábado (20) carregou cerca de 14 quilos de grande variedade de produtos frescos, colhidos nas roças e hortas dos camponeses, ou produzidos por eles.

Além de arroz, feijão, milho verde, uma grande variedade de tubérculos, frutas, hortaliças e legumes, 4.700 litros de leite integral foram doados por famílias associadas a cooperativas do MST na região norte. Pães, bolachas e sabão caseiros também fizeram parte do kit doado.

Iniciativas como esta têm ocorrido em todo o Brasil, como parte da campanha de solidariedade do MST. Com a doação deste sábado, as famílias Sem Terra do Paraná chegaram à marca de 228 toneladas de alimentos saudáveis doados desde o início da pandemia. Cerca de 5 mil marmitas também já foram produzidas e distribuídas pelo Movimento à população em situação de rua e moradores da periferia de Curitiba.

“Nós não estamos levando só o alimento, nós queremos levar uma esperança de que isso vai passar. E quando passar nós estaremos juntos com eles, firmes na luta, correndo atrás de melhorias pra vida de todo mundo, famílias assentadas, acampadas e urbanas”.

Sandra Aparecida Costa Ferrer, integrante da direção do MST do Paraná.

A agricultora conta que a mobilização das famílias, a colheita e a organização dos alimentos para a doação, começou há algumas semanas, e superou a meta inicial, que era de 32 toneladas. No início de junho, o MST lançou um Plano Emergencial de Reforma Agrária Popular, com medidas para enfrentamento imediato do aumento da fome e da crise econômica que o país atravessa.

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Foto: Wellington Lenon/MST-PR.

“Ação do MST retrata o que o brasileiro tem que pensar”

Para Rita de Cássia, moradora do bairro Vista Bela, zona norte da cidade, o alimento chegou em boa hora. Desde a última semana, o Paraná está em alerta diante do aumento do número de casos e mortes por coronavírus, o que torna mais urgente a recomendação de ficar em casa.

Segundo a moradora, o bairro tem muita gente carente, que realmente passa fome, já que foi projetado para ter 2973 residências, e hoje tem cerca de 20 mil famílias. A líder comunitária pede por mais solidariedade às comunidades vulneráveis e aponta a ação do MST como um exemplo a ser seguido.

“Nesse momento da pandemia, essa ação do MST retrata o que o brasileiro tem que pensar, que a gente tem que ser humano, compartilhar aquilo que você quer pra você. Se você tem comida no teu prato, pode ser que tem uma família que não tem”.

Rita de Cássia, movimento coletivo de mulheres Amigas Moradoras do Vista Bela.

Além do Vista Bela, também receberam os alimentos moradores dos bairros União da Vitória, Cristal, São Lourenço, Jamili Dekechi, Nova Esperança e Franciscato, Califórnia, Maria Cecília e ocupações Flores do Campo e Primavera.

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Foto: Wellington Lenon/MST-PR.

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