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Cientista brasileira recebe mesmo título de Einstein, Darwin e Mandela

A professora e física de astropartículas foi convidada a integrar duas academias importantes em uma semana

Aline
Aline Taveira / Produtora com informações da Exame
Cientista brasileira recebe mesmo título de Einstein, Darwin e Mandela
A especialista é líder na área de física de astropartículas (Foto: Reprodução/ Universidade de Chicago)

13 de maio de 2021 - 15:47 - Atualizado em 13 de maio de 2021 - 15:48

A brasileira Angela Villela Olinto, física de astropartículas e professora da Universidade de Chicago, tornou-se membro da Academia Americana de Artes e Ciências, o que a coloca ao lado de nomes como Albert Einstein, Martin Luther King, Winston Churchill, Nelson Mandela, Charles Darwin e muitos outros.

Já na mesma semana, Olinto integrou a Academia Nacional de Ciências, que, só neste ano, elegeu 120 membros, sendo 59 mulheres – o maior número já eleito em um único ano. Em entrevista à Exame, ela contou sobre seus projetos com a Nasa e sua liderança no novo campo de astropartículas.

“É uma imensa honra ser membro de uma destas duas instituições históricas, as academias mais importantes na ciência nos Estados Unidos. Sou privilegiada por ter seguido perguntas inspiradoras sobre o nosso universo, e ter construído parcerias e colaborações brilhantes no caminho. É uma grande alegria ser reconhecida pelos meus colegas cientistas, especialmente em um ano tão desafiador”, disse ela à Exame.

Formada em Física pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutorada em Física pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, ela conta que começou a se interessar por física de partículas na faculdade.

A especialista é considerada líder no novo campo da “física das astropartículas”, que são partículas que compõem ou interagem com a matéria, como os núcleos atômicos e os neutrinos, que vêm de fontes astrofísicas distantes do sistema solar.

Olinto é a principal pesquisadora da missão espacial POEMMA (Probe Of Extreme Multi-Messenger Astrophysics) e do EUSO (Extreme Universe Space Observatory), em uma missão de um balão de superpressão (SPB), da NASA. Além disso, ela se tornou a primeira mulher a atuar como professora no Departamento de Astronomia e Astrofísica na Universidade de Chicago, além de ter atuado como presidente do departamento de 2003 a 2006 e novamente de 2012 a 2017.

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