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‘Não tem como alguém estar em dois lugares ao mesmo tempo’, veja o que diz suspeito de invadir hospital em Sarandi

Suspeito diz que estava em Paiçandu  na hora do crime e que tem como provar com câmeras de segurança da cidade

Giselle
Giselle Ulbrich com informações do Cidade Alerta Maringá

16 de agosto de 2021 - 20:13 - Atualizado em 17 de agosto de 2021 - 07:03

Lincon Vandame Ferreira, 23 anos, dado pela polícia como suspeito de invadir o Hospital Metropolitano de Sarandi, na tarde de domingo (15), para terminar de executar um rival, falou com exclusividade ao Cidade Alerta Maringá. Lincoln diz que é inocente, que estava em outra cidade e que há filmagens de comércios por onde ele passou que provam que, na hora do crime, ele nem estava em Sarandi.

Na entrevista, Lincoln afirma que, neste dia, estava em Paiçandu, cidade a 20 quilômetros de Sarandi. Ambas as cidades ficam no noroeste do Paraná, uma a leste e a outra a oeste de Maringá. Ele afirma que alugou uma casa em Paiçandu e estava limpando o imóvel neste dia e horário. Tanto que passou em alguns comércios e há filmagens destes locais que provam o que ele diz.

“Passei por posto de gasolina, outros comércios. Mas meu advogado não pode ir lá pedir as imagens. Quem tem que pedir isso é o delegado”, afirmou o rapaz.

Assista à invasão (abaixo, continua a entrevista de Lincon):

O suspeito do crime ainda disse que nunca esteve pessoalmente com a vítima morta no hospital, Diego Henrique Valentim, 25 anos, que estava se recuperando de uma cirurgia, depois de ter sido baleado na última quarta-feira (11), em Sarandi. Lincoln afirma que apenas já ouviu falar da vítima, conhecida como “Diego Pestinha”, mas nunca esteve com ele. Ainda disse que a polícia está querendo achar um culpado para o homicídio e querem se aproveitar do passado que tem para colocar a culpa nele.

“Nunca fui envolvido com tráfico de drogas, com guerra de facção. Não tenho nada a ver com esse crime. Por que o delegado divulgou as imagens do hospital? Porque ele sabe que não sou eu lá. Ele quer achar um culpado e quer jogar nas minhas costas por causa do meu passado. Já fiquei preso injustamente por três anos e oito meses. Não quero voltar pra aquele lugar de novo, ficar sofrendo. Só Deus sabe como é aquele lugar. Até chegar provas e me soltar de novo”, disse Lincoln, que foi acusado de um homicídio em 2017. O processo transcorreu até ocorrer o júri, quando seu advogado conseguiu inocentá-lo do crime.

Como a Justiça expediu mandado de prisão contra o suspeito nesta segunda-feira (16), ele é considerado foragido. Porém ele não vai se apresentar à polícia até que seu advogado, Andrei Luís Martins, consiga provas da inocência de Lincoln.

“Meu cliente não quer ficar foragido. Sabemos que tem mandado de prisão contra ele. Porém queremos primeiro juntar prova da inocência dele. Só depois a defesa, se houver concordância do Linconl, vamos apresentar ele na delegacia, pra esclarecer tudo perante o doutor Adriano (Garcia, delegado da região)”, disse Andrei.

O suspeito ainda disse que não está fungindo da polícia e que quer colaborar com as investigações.

Eu não estou fugindo. Estou correndo atrás de me explicar e provar. Eu só queria que o delegado corresse atrás de onde eu falei que estava, pra ele ver que eu não tenho a ver com isso . Não tem como uma pessoa estar em dois lugares ao mesmo tempo. Não sou perigoso, não faço mal a ninguém”, disse o rapaz considerado suspeito.

Assista à entrevista exclusiva: