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Na ONU, Biden promete era de “diplomacia incansável” dos EUA após erros militares

Biden também disse que o mundo está enfrentando uma década decisiva e que “ao invés de continuar a travar as guerras do passado, estamos fixando nossos olhos” em desafios como a pandemia

Reuters
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Na ONU, Biden promete era de “diplomacia incansável” dos EUA após erros militares
Presidente dos EUA, Joe Biden, discursa na Assembleia-Geral da ONU

21 de setembro de 2021 - 13:06 - Atualizado em 21 de setembro de 2021 - 13:47

NOVA YORK (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, defendeu nesta terça-feira (21) a conturbada saída das tropas norte-americanas do Afeganistão em discurso na ONU, argumentando ter se tratado de um passo necessário para redirecionar a política dos EUA para lidar com o desafio mundial de sistemas antidemocráticos, a pandemia de Covid-19 e a mudança climática.

“Encerramos 20 anos de conflito no Afeganistão, e ao concluirmos esta era de guerra incansável, estamos inaugurando uma era de diplomacia incansável”,

disse Biden em sua primeira participação como presidente na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Enfrentando críticas à retirada afegã, Biden prometeu defender os interesses nacionais vitais dos EUA, mas disse que “a missão precisa ser clara e alcançável” e que os militares norte-americanos “não devem ser usados como a resposta para cada problema que vemos no mundo”.

Biden esperava parecer convincente ao dizer que os EUA continuam sendo um aliado confiável para seus parceiros de todo o mundo depois de anos das políticas “América Primeiro” de seu antecessor, o republicano Donald Trump.

Biden disse que o mundo está enfrentando uma década decisiva, e que abordar uma variedade de desafios “dependerá de nossa capacidade de reconhecer nossa humanidade comum”. Ele também disse que, “ao invés de continuar a travar as guerras do passado, estamos fixando nossos olhos” em desafios como a pandemia, combater a mudança climática e ameaças cibernéticas e administrar a mudança da “dinâmica de poder global”.

Por Trevor Hunnicutt e Steve Holland