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Na estreia de Biden no G7, líderes olham além da Covid, para comércio e China

Reuters
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20 de fevereiro de 2021 - 13:14 - Atualizado em 20 de fevereiro de 2021 - 13:14

LONDRES (Reuters) – Os líderes do Grupo dos Sete (G7), que controla um pouco menos da metade da economia mundial, tentaram olhar além da pandemia de Covid-19 na sexta-feira, com o objetivo de reconstruir suas economias com livre comércio e também contrariar as políticas “não orientadas pelo mercado” da China.

O presidente norte-americano Joe Biden e o primeiro-ministro italiano Mario Draghi estrearam na reunião virtual dos líderes do G7, presidida pelo primeiro-ministro britânico Boris Johnson.

Os líderes pediram defesas mais fortes contra uma futura pandemia, incluindo explorar a possibilidade de um tratado global, mas o foco foi em uma recuperação sustentável – no mesmo dia em que os EUA voltaram ao Acordo de Paris para o clima. “

“Empregos e crescimento serão o que precisaremos após esta pandemia”, disse Johnson, na abertura da reunião.

Um comunicado oficial afirmou que o G7 incentivaria economias abertas, “fluxo livre de dados com confiança” e trabalhar em um “sistema de comércio multilateral modernizado, mais livre e baseado em regras mais justas”.

Após o Facebook bloquear notícias na Austrália, o presidente francês Emmanuel Macron levantou a questão de qual papel social as plataformas digitais deveriam ter na preservação da liberdade de expressão e como regulá-las, disse uma autoridade francesa na sexta-feira.

Líderes do G7 também apoiaram o comprometimento do Japão de realizar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio no meio do ano.  

Em uma referência clara à China, afirmaram que “vão consultar um ao outro em abordagens coletivas para lidar com políticas e práticas não orientadas pelo mercado”.

Mas o tom do G7 foi cooperativo e coletivo – com Biden tentando projetar uma mensagem de reaproximação com o mundo e as instituições globais, após quatro anos das políticas de “EUA em primeiro lugar” do ex-presidente americano Donald Trump.

A pandemia de Covid-19 matou 2,4 milhões de pessoas, colocou a economia global em sua pior queda em tempos de paz desde a Grande Depressão e acabou com a vida normal de bilhões.

(Reportagem adicional de Steve Holland e Doina Chiacu em Washington; e Michel Rose em Paris)

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