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Na contabilidade da propina, partidos políticos eram times de futebol

Redação RIC Mais
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18 de abril de 2017 - 00:00 - Atualizado em 18 de abril de 2017 - 00:00

Partidos políticos e cada cargo disputado nas eleições recebia um apelido na contabilidade das propinas da Odebrecht (Foto: Reprodução/Fotos Públicas)

Partidos políticos e cada cargo disputado nas eleições recebia um apelido na contabilidade das propinas da Odebrecht

O executivo Luiz Eduardo Rocha Soares, um dos delatores da Odebrecht, entregou à Operação Lava Jato uma tabela com os codinomes dos partidos políticos. O delator relatou que deu “apoio” a Benedicto Júnior, o BJ, da Odebrecht Infraestrutura, nas eleições de 2006, 2010 e 2012. O PT era Flamengo e o PSDB, Corinthians. O PSB era o Internacional.

“Posso dizer que o financiamento ilegal funcionava da seguinte forma: a cada eleição se definia como seria operado o caixa, tanto para doações legais, como ilegais, atribuindo apelidos para cada cargo a ser disputado, por exemplo, em eleições para presidente (general), governador (capitão), senador (tenente), deputado federal (sargento), deputado estadual (cabo). Em outra eleição, me recordo, foram atribuídas posições de jogadores de futebol para cada cargo a ser disputado, como centroavante, meia ponta esquerda, goleiro, etc. O nome dos políticos beneficiados também era substituído por apelidos”, detalhou o delator Luiz Eduardo Rocha Soares em anexo de sua delação enviado à Procuradoria-Geral da República.

Veja a tabela com os times e partidos:

Sport – PSB

Flamengo – PT

Corinthians – PSDB

Cruzeiro – PP

Vasco – PTB

Palmeiras – PPS

São Paulo – PR

Fluminense – DEM

Atlético Mineiro – PSOL

Bahia – PCdoB

Náutico – PSC

Botafogo – PSD

Santos – PRB

Grêmio – PDT

Internacional – PMDB

Santa Cruz – PROS

Coritiba – PV

Remo – REDE