Mundo Animal

Mergulhão-grande é avistado pela primeira vez na Baía de Paranaguá

Presença dessa ave migratória indica escassa ou total ausência de contaminação da água e do entorno. Ela foi fotografada em março, durante o monitoramento da avifauna realizado pela empresa Portos do Paraná.

Giselle
Giselle Ulbrich com AEN
Mergulhão-grande é avistado pela primeira vez na Baía de Paranaguá
Presença do animal indica escassa ou total ausência de contaminação da água e do entorno. Foto: Leonardo Deconto / Agência Estadual de Notícias

29 de abril de 2021 - 20:41 - Atualizado em 29 de abril de 2021 - 20:42

O mergulhão-grande foi fotografado pela primeira vez na Baía de Paranaguá, fato que é comemorado, pois sua presença indica a qualidade da água. Entre mais de 20 programas ambientais desenvolvidos pela Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná está o de Monitoramento da Avifauna, que faz levantamentos visuais e fotográficos de cetáceos (golfinhos e toninhas), quelônios (tartarugas) e aves em diferentes pontos da área de influência dos portos paranaenses.

Foi em março, durante as atividades desse monitoramento, que foi fotografado pela primeira vez um mergulhão-grande, cujo nome científico é Podicephorus major. “A aparição do animal é motivo de comemoração. Os mergulhões são verdadeiros indicadores ecológicos, sua presença em um corpo d’água é indício da escassa ou total ausência de contaminação”, afirma o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana.

“É uma ave migratória, ela nidifica no Rio Grande do Sul e no outono/inverno migra para o norte. Não é uma espécie de fácil registro, tanto que o último feito na região aconteceu em Guaraqueçaba, em 2016”, explica Juliana Lopes Vendrami, bióloga da Portos do Paraná.

É a maior espécie conhecida de mergulhões, mede entre 67 e 77 centímetros de comprimento e pesa cerca de 1,6 quilo. Apresenta a cabeça e a cara pretas na fase reprodutiva, com um pequeno, porém distinto topete occipital. Tem bico longo e afilado, pescoço comprido e castanho, dorso acinzentado e peito branco.

A curiosidade fica por conta de sua vocalização, que é forte e sonora, assemelhando-se a um miado descendente “éo”, “oo-o”, “ook…”. Em época de reprodução, produz um grande ninho flutuante, onde põe de dois a quatro ovos grandes, alongados e brancos. Quando avistada, a ave se banhava tranquilamente próximo da comunidade de Europinha. O registro é do consultor Leonardo Deconto.

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