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Mulher é multada em mais de R$12 mil pela morte de cachorro em Arapongas

A proprietária do cão também irá responder pelo crime de maus-tratos que prevê detenção de três meses a um ano, e tem a pena aumentada no caso de morte do animal

Caroline
Caroline Berticelli / Editora com informações da Prefeitura Municipal de Arapongas
Mulher é multada em mais de R mil pela morte de cachorro em Arapongas
Carlinhos Vidente ficou famoso depois de prever a derrota por 7 a 1 da Seleção Brasileira para a Alemanha. (Foto: Reprodução/Facebook/Carlinhos Vidente)

24 de janeiro de 2020 - 00:00 - Atualizado em 24 de janeiro de 2020 - 00:00

Uma mulher foi multada em R$ 12.828,00 porque deixou seu cachorro morrer em situação de maus-tratos na cidade de Arapongas, no norte do Paraná, nesta quinta-feira (23). 

Segundo a Prefeitura do município, a denúncia de que um cão estava abandonado em uma residência, na Vila Nova, foi feita na Guarda Ambiental e na Secretaria Municipal do Meio Ambiente nesta quinta-feira. Ele chegou a ser fotografado com vida pelo vizinhos, mas quando os agentes foram até a residência, o animal já estava morto

“Assim que recebemos a denúncia, solicitamos o deslocamento imediato da Guarda Ambiental até o endereço, o que foi feito. Infelizmente, quando os guardas chegaram o animal já estava morto”, explica o secretário de Meio Ambiente, Renan Manoel.

Conforme os guardas ambientais que atenderam a ocorrência, a situação do cão era lamentável. “O animal estava com pulgas, carrapatos e muito magro, ou seja, em visível estado de maus-tratos e abandono. Havia resto de comida, porém embolorado. A água estava com lodo”, conta Emerson. 

A família proprietária da casa e do animal vive em outro endereço, e o cachorro ficava sozinho na residência, solto no quintal. 

Multa

Diante da situação de maus-tratos e da morte do cão, os guarda municipais foram até a mulher responsável pelo bicho e autuaram a suspeita em flagrante. “A proprietária do imóvel e do animal foi autuada no valor de R$ 12.828,00 e também irá responder criminalmente por maus-tratos. O artigo 32 da lei 9.605/98 prevê detenção de três meses a um ano de detenção, sendo que a pena é aumentada de um sexto a um terço quando ocorre a morte do animal, que foi o caso”, acrescenta Emerson.