Brasil

Mulher é presa na Véspera de Natal por ser suspeita de chamar porteiro de macaco

Suspeita pagou uma fiança de R$ 2.000 e foi liberada durante a madrugada desta quarta-feira (25)

Renata
Renata Nicolli Nasrala / Editora

25 de dezembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 25 de dezembro de 2019 - 00:00

Uma mulher suspeita de chamar o porteio do seu prédio de macaco foi presa nesta terça-feira (24), véspera de Natal, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar (PM), a denúncia dizia que a moradora teria chamado o vigia de macaco e de nojento.

Além disso, conforme a vítima, a moradora teria ficado irritada por ter que descer buscar as visitas na portaria.

Mulher suspeita de chamar porteiro de macaco é presa e paga fiança de R$ 2.000 para ser liberada

O porteiro Gilson Vitalino conta que o problema aconteceu quando a mulher desceu até a portaria para receber a mãe dela. Em seguida, o homem explicou que os moradores estão tendo que buscar as visitas na entrada, uma vez que os interfones do prédio queimaram devido a um raio que caiu na região.

Segundo ele, Ariane Ellen Viriato, de 31 anos, teria ficado irritada com a situação.

“Ela me xingou de vários palavrões e, quando entrou com mãe dela, ela me chamou de macaco”, afirmou o trabalhador.

De acordo com o cabo Roberto Nóbrega, da Polícia Militar (PM), a corporação foi chamada por outros moradores que teriam presenciado o fato e ficaram indignados com a situação.

No local, a mulher foi encaminhada a delegacia, mas Edina Helena, mãe da suspeita, alegou que a filha não havia feito nenhum tipo de injúria contra o porteiro.

“Ela jamais iria fazer isto. Se tem uma coisa que ensinei aos meus filhos é ter uma boa índole e ter respeito às pessoas. Ela simplesmente falou que iria chegar mais gente na casa e que ela não iria descer mais”.

Vitalino, que se lembrou de outros casos de injúria racial ocorridos na Grande BH, e diz que ficou abalado com a situação “A bola da vez agora foi eu. Eu graça a Deus sou negro mesmo. Amo minha cor. Eu não deveria estar [chateado], mas isto mexe no nosso ego”, concluiu o homem.

Por fim, a suspeita pagou uma fiança de R$ 2.000 e foi liberada durante a madrugada desta quarta-feira (25). O caso será investigado pela Polícia Civil.

*Esse conteúdo foi elaborado a partir de informações publicadas originalmente no R7.

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