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Mulher processa seu ginecologista após descobrir que ele é seu pai biológico

A mulher descobriu que o médico, que auxiliou sua mãe no processo de inseminação artificial, havia aplicado seu próprio esperma

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações do Washington Post
Mulher processa seu ginecologista após descobrir que ele é seu pai biológico
(Foto: Reprodução)

16 de setembro de 2021 - 11:55 - Atualizado em 16 de setembro de 2021 - 11:55

Uma mulher de 35 anos entrou, nesta semana, com um processo na Justiça, depois de descobrir que o ginecologista com quem ela se consultava há nove anos, Morris Wortman, é o seu pai biológico. Morgan Hellquist afirma que foi concebida por inseminação artificial e nunca havia conhecido o seu pai biológico.

Morgan contou que sabia, apenas, que a inseminação envolvia o esperma de um estudante de Medicina. No entanto, descobriu posteriormente que o esperma era do próprio médico, que também ajudou sua mãe no processo de inseminação.

Durante uma consulta com o médico, em abril, no entanto, a americana começou a se perguntar se Morris poderia ser seu pai verdadeiro. Enquanto a mulher realizava um ultrassom vaginal durante a consulta, ele pediu a ela que tirasse a máscara e convidou a sua esposa para uma reunião com a paciente para que ela pudesse olhar as suas feições, segundo Washington Post.

Um teste de DNA, no mês seguinte, apontou que Morgan, que nasceu em setembro de 1985, era filha biológica de Wortman. A mãe de Morgan havia realizado inseminação artificial depois que o seu marido foi atropelado por um motorista bêbado e ficou paralisado da cintura para baixo.

Segundo a família de Morgan, os requisitos eram que o doador tivesse um histórico médico “limpo” e herança genética do norte da Europa que correspondesse à da família. Na busca por seu pai, Morgan descobriu a existência de seis meio-irmãos. Logo, ela descobriu que esperma do médico foi usado para a “produção de bebês em série“.

Atualmente, ela está processando Morris por negligência médica, falta de consentimento, agressão, fraude e imposição de sofrimento emocional. Segundo ela, “nunca poderia consentir em ser paciente em seu consultório ginecológico”.