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Mulher com duas vaginas achava que era normal usar dois absorventes internos

“Estava conversando com minha melhor amiga e minha mãe, e finalmente perguntei em qual buraco o absorvente deveria entrar, o esquerdo ou o direito”, contou a australiana

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações do The Mirror
Mulher com duas vaginas achava que era normal usar dois absorventes internos
Mulher com duas vaginas achava que era normal usar dois absorventes internos (Foto: Reprodução)

13 de outubro de 2021 - 18:50 - Atualizado em 13 de outubro de 2021 - 18:50

Tee Barlett, de 24 anos, nasceu com duas vaginas e por muito tempo acreditou ser normal usar dois absorventes internos durante o período da menstruação. Apenas aos 16 anos que a australiana descobriu em uma conversa com a mãe que tal prática não era comum, isso porque a maioria tem apenas uma.

“Estava conversando com minha melhor amiga e minha mãe, e finalmente perguntei em qual buraco o absorvente deveria entrar, o esquerdo ou o direito”,

conta a jovem.

De acordo com as informações do jornal “The Mirror”, após a conversa, a jovem procurou ajuda médica e apenas depois de muitas consultas frustradas, ela conseguiu ser formalmente diagnosticada com septo vaginal. Questionada sobre como a mãe não havia descoberto a condição da jovem mais cedo, a australiana explicou que não falava sobre “assuntos estranho” com a mãe.

Possíveis problemas

Tee foi submetida a uma cirurgia para remoção do septo aos 17 anos, após descobrir que sua vagina dupla provavelmente tornaria as relações sexuais e o parto difícil e potencialmente perigoso.

“Eu pesquisei e descobri que você pode ter alguém preso dentro de você durante a relação sexual, já que o buraco tem a metade do tamanho normal. Estava me assustando”,

disse a jovem.

Diante do diagnóstico, a jovem passou a utilizar as redes sociais para conscientizar outras meninas sobre a sua condição. Depois de compartilhar sua história, a australiana descobriu que muitas outras mulheres têm experiências semelhantes.

“A coisa mais louca em postar [sobre essa minha situação] é a quantidade de pessoas que comentaram ter problemas semelhantes. Há muitas meninas comentando que têm uma condição semelhante, e que não achavam ser normal”,

explicou ela.