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MP pede alerta preventivo do TCU de crime de responsabilidade de Bolsonaro se sancionar Orçamento

Reuters
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MP pede alerta preventivo do TCU de crime de responsabilidade de Bolsonaro se sancionar Orçamento
Presidente Jair Bolsonaro em Brasília

6 de abril de 2021 - 14:54 - Atualizado em 6 de abril de 2021 - 14:55

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) – O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou um pedido para que a corte faça um alerta preventivo de possíveis crimes de responsabilidade fiscal e comum que podem ser cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro em caso de sanção da peça orçamentária deste ano, recém-aprovada pelo Congresso Nacional.

O MP recomenda que o aviso seja encaminhado ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e ao procurador-geral da República, Augusto Aras.

O pedido também pede para se apurar a responsabilidade da área técnica do Ministério da Economia por ter tido participação “ativa e contínua” na elaboração da peça que tramitou no Congresso.

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou por e-mail que ainda não foi notificada sobre a questão do TCU.

Segundo a representação assinada pelo subprocurador-geral do TCU Lucas Furtado, teria havido um remanejamento de 26,45 bilhões de reais em recursos de despesas obrigatórias do Orçamento deste ano para o custeio de emendas parlamentares sem que tenha havido justificativa técnica para isso.

“O valor que foi remanejado estava originalmente vinculado a despesas obrigatórias relativas a pagamentos de benefícios previdenciários, abono salarial e seguro-desemprego. Como são despesas obrigatórias, não podem deixar de ser suportadas. Ou seja, ocorreu uma ‘maquiagem’ do orçamento, prevendo recursos que, a rigor, não existem, porque não podem ser desvinculados de sua obrigatoriedade de execução natural”, argumentou.

Furtado disse que a “grave situação” do Orçamento pode afetar a regra do teto de gastos e o limite de despesas obrigatórias que também está sujeito ao teto.

O crime de responsabilidade pode levar o presidente a responder a um processo de impeachment. Foi também por questões fiscais, por exemplo, que a então presidente Dilma Rousseff foi alvo de um processo de impedimento que posteriormente levou à deposição da petista do cargo em 2016.

(Edição de Eduardo Simões)

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