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MP denuncia traficantes que mataram moradora por postagem no Facebook

Redação RIC Mais
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22 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 22 de novembro de 2018 - 00:00

O líder do bando está preso e deu a ordem para a execução de Helen Alves de Oliveira de dentro da cadeia (Foto: Pixabay)

Helen Alves de Oliveira teria se posicionado contra o tráfico de drogas e apoiado a intervenção em uma conversa pelo Facebook, que acabou descoberta pelos criminosos

Sete traficantes foram denunciados nesta quarta-feira (21) pelo Ministério Público (MP) envolvidos na morte de uma moradora do bairro do Caju, no Rio de Janeiro, por causa de uma postagem no Facebook. O crime aconteceu em março, mas somente agora as investigações apontaram todos os responsáveis pelo assassinato.

Traficantes matam moradora por causa de rede social

O promotor Sauvei Lai, titular da 30ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos, disse que os traficantes foram extremamente violentos, matando a pauladas, esquartejando, queimando e enterrando o corpo da moradora, que teria se posicionado contra o tráfico de drogas e apoiado a intervenção em uma conversa pelo Facebook, que acabou descoberta pelos criminosos. O líder do bando está preso e deu a ordem para a execução de Helen Alves de Oliveira de dentro da cadeia.

“Ela postou um comentário na rede social contra os traficantes e a favor da intervenção policial naquela localidade. Em menos de dois dias, essa postagem foi divulgada nos grupos de Whatsapp da comunidade e chegou ao conhecimento do ‘dono’ da Favela do Caju. Ele estava preso e, dentro da cadeia, recebeu a postagem e ordenou a morte de Helen”, disse o promotor.

Democracia x crime organizado

Lai também disse que a democracia vivenciada na cidade formal não se reproduz nas comunidades e favelas controladas pelo crime organizado, o que coloca em risco a vida de moradores por emitirem opinião.

“Isso aconteceu por causa de um simples comentário na internet. E só mostra que não existe liberdade de expressão nem democracia nesses locais, dominados pela criminalidade. Também nos revela que o controle do tráfico já chegou às mídias sociais e que o sistema presidiário é poroso. Mensagens entram e ordens saem da cadeia”, disse o promotor.

Lai pediu a decretação de prisão preventiva dos criminosos, que poderão pegar até 33 anos de prisão, por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. O promotor espera que os traficantes sejam denunciados pela própria comunidade.

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