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Motorista de aplicativo morto trabalhava para pagar a faculdade do filho

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

14 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 14 de novembro de 2018 - 00:00

Elizeu Daniel da Silva em comemoração ao lado do filho (Foto: reprodução das redes sociais)

Elizeu Daniel da Silva morreu na segunda-feira (12), após ter sido baleado em um assalto em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba

O motorista de aplicativo Elizeu Daniel da Silva foi morto após ser baleado na boca durante uma tentativa de roubo em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Vítima trabalhava a noite para ajudar a família

Elizeu era pintor automotivo, mas começou a trabalhar como motorista de aplicativo para ajudar a pagar as despesas da casa e da faculdade do filho, que passou na Universidade Federal do Paraná (UFPR) para o curso de medicina na primeira tentativa, no início de 2018.

Segundo o filho, Elizeu Daniel da Silva Júnior, o pai viu nesta oportunidade como motorista de aplicativo uma forma de ajudar com as contas da casa. “Ele me ajudou com as despesas da faculdade, material, ônibus e o aluguel da nossa casa. Ele sempre estava auxiliando”, conta em lágrimas o filho.

Para Elizeu Júnior, vai ser muito difícil a partir de agora, já que além da falta do pai, a rapaz ainda não sabe como ele e a mãe vão conseguir arcar com todas as despesas. “Eu já pensei em desistir da faculdade e começar a trabalhar, porque o curso acaba tendo uma carga horária que não teria como eu conseguir um emprego. Minha mãe não tem condições de só com o salário dela pagar todas as despesas que precisamos”, finaliza.

De acordo com a coordenação do curso de medicina da UFPR, a universidade já conversou com o estudante e vai prestar todo o apoio a ele e a família. Neste momento, é trabalhada com a possibilidade de conseguirem uma bolsa auxílio para o rapaz.

Agora, Elizeu Júnior recebe o apoio do centro de luto da UFPR.

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Delegado afirma que homem suspeito confessou o crime

Michel Teixeira, delegado responsável pelo caso, disse em coletiva que o suspeito, um homem de 21 anos, assumiu claramente que atirou na boca da vítima. “Durante a gravação do seu interrogatório, ele fala claramente que atirou uma vez contra a vítima, mas alegou que não foi tentar roubar. Entretanto, para nós,  todos os elementos direcionam para um roubo”, diz Teixeira.

Na investigação, a polícia teve acesso ao amigo que o suspeito teria pedido ajuda para acionar o aplicativo. A ligação foi rastreada, e, ao ser questionado, o amigo do rapaz disse à polícia que o assalto foi premeditado. “Ele planejou esse roubo, pediu ao amigo para chamar o motorista até o bairro Cajuru, e veio até um local sem movimento em São José dos Pinhais, que ele já conhecia, pois ficava perto da casa da sua namorada”.

O delegado do caso conta que o suspeito disse que o motorista do aplicativo reagiu ao assalto. Porém, Michel Teixeira deixa claro que essa informação ainda não pode ser confirmada. “Vamos apurar se houve reação, mas o fato é que ele disparou uma vez contra a boca do motorista”.

Relembre o caso

Elizeu Daniel da Silva, motorista de um aplicativo de transporte de passageiros, morreu nesta segunda-feira (12) após ser baleado em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, por volta das 20h30 de domingo (11). 

De acordo com informações de moradores, o estava no Jardim Ipê quando foi abordado por um assaltante que tentava levar o seu veículo. Segundo um morador, a vítima tentou fazer de tudo para se livrar do ladrão, mas não conseguiu e foi baleado. O motorista foi encontrado no meio da rua e foi levada ao Hospital Cajuru em estado grave.

Depois de atirar, o assaltante fugiu com o carro do motorista de aplicativo que, ainda no local do crime, disse apenas que dirigia para o aplicativo e depois perdeu a consciência.

A Delegacia de São José dos Pinhais investiga o caso de latrocínio.

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