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Motorista de aplicativo foi queimado vivo dentro de carro, diz polícia

O crime ocorreu no início do mês de março, no bairro Fanny, em Curitiba

Caroline
Caroline Berticelli / Editora com reportagem de Tiago Silva da RIC Record TV, Curitiba
Motorista de aplicativo foi queimado vivo dentro de carro, diz polícia
O corpo da vítima foi encontrado totalmente carbonizado. (Foto: Reprodução/RIC Record TV)

15 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:47

A Polícia Civil identificou pelo menos quatro suspeitos de envolvimento no assassinato do motorista de aplicativo Anderson Braz de Morais, de 33 anos. O corpo da vítima foi encontrado totalmente carbonizado dentro do veículo que utilizava para trabalhar, um Ônix, no bairro Fanny, em Curitiba, no dia 4 de março. 

De acordo com a investigação, Morais costumava emprestar o carro – que era alugado – para que alguns conhecidos cometessem crimes e acabou sendo morto após um desentendimento com eles. 

“O Anderson era dependente químico e para manter o seu vício, manter a sua dependência, ele fazia uso do carro não só para corrida de aplicativos, mas também para práticas ilícitas. Ele emprestava seu veículo para alguns companheiros do Parolin, traficantes, assaltantes”, explica o delegado Tiago Nóbrega, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O delegado explica que a briga que resultou na morte do motorista de aplicativo ocorreu porque os criminosos, que costumavam pegar o carro emprestado, pediram que Morais devolvesse o veículo à locadora de automóveis, pois ele já era conhecido pela polícia. Diante da negativa da vítima, seu assassinato foi orquestrado. 

“Os comparsas pediram que o Anderson devolvesse o veículo para a empresa de locação, e ele se recusou. Mas como eles estavam com medo de serem encontrados através do carro, resolveram queimar o carro com o Anderson dentro”, diz  Nóbrega. 

Nesta terça-feira (14), policiais realizaram buscas em residências do bairro Parolin, eles estavam atrás de um homem, identificado como Bolha, que seria o responsável atear fogo na vítima viva dentro do carro. Ele não foi localizado e é considerado foragido. Já a irmã do suspeito, uma jovem de 26 anos, acabou  presa em flagrante por tráfico de drogas. 

Já a identidade dos outros envolvidos será preservada para não atrapalhar o andamento do caso.